É preciso manter a greve da educação funcionando através de mobilizações diárias

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Há uma enorme tendencia de mobilização no setor da educação e na população brasileira de conjunto, qie deve ser revelada em grandes atos nesse dia 15 de maio por todo o Brasil.

A mobilização da educação para combater o corte dos 30% das verbas das universidades públicas deve se desenvolver em um enfrentamento contínuo contra o governo golpista em aliança com os diversos outros setores sociais afetados pela política de terra arrasada do governo Bolsonaro.

Nesse sentido, a greve geral de todas as categorias, acompanhada por grandes protestos de massa, é o caminho para atingir a vitória, não apenas na pauta específica da educação, como também para destruir o centro dos ataques, que é o governo Bolsonaro e o regime golpista. Portanto, é necessário enfrentar o governo de conjunto com a palavra de ordem: Fora Bolsonaro!

O corte contra a educação é apenas um dos diversos ataques desferidos pelo golpe contra o povo brasileiro. Faz parte de uma política geral de destruição da economia do país, de entrega do patrimônio nacional para as empresas imperialistas e de ataque às organizações políticas de luta dos trabalhadores.

Se a educação tem sofrido com a ameaça de fascistização das escolas proposta pelo Escola sem partido e o processo militarização, além do corte de gastos contra as universidades públicas, iniciado pela PEC do teto de gastos e aprofundado com o decreto da redução de 30% do valor das verbas para Universidades Federais, diversas outras áreas da economia brasileira também vêm sofrendo ataques.

Os petroleiros, alvos diretos da política da Lava Jato, tem sua categoria ameaçada pelo processo de privatização da Petrobrás, com o boicote à produção das refinarias, por um lado, e pela declaração aberta do governo Bolsonaro da intenção de privatizar metade da empresa estatal.

Na mesma reta das privatizações, os eletricitários, já sofrendo com a entrega de enormes centrais de energia do grupo eletrobrás, são acompanhados pelos ecetistas, cuja perda sistemática de benefícios trabalhistas, é associado ao processo de terceirização dos serviços da estatal para empresas privadas, o que significa um desmonte do setor nacional.

Os cortes a saúde já resultando em epidemias de dengue em diversos estados brasileiros, fora a série de outros ataques deixa patente a necessidade da luta contra o governo golpista de conjunto, a partir de uma frente única das organizações de luta dos trabalhadores pelo Fora Bolsonaro e pela liberdade de Lula.

Para que a luta se desenvolva em um combate permansivo, é preciso transformar a politica de defensiva em uma politica ofensiva através de reivindicações positivas. A luta contra os ataques se fortalece na medida em que se torna uma luta por conquistas.

Dessa forma, lutar contra os cortes de verbas aos institutos federais deve se traduzir na luta pela educação pública e de qualidade para todos. Pelo livre acesso às universidades, contra os vestibulares. Pelo poder proporcional de escolha da comunidade acadêmica nas universidades através do governo tripartite.

Em relação a reforma da previdência, deve-se lutar pela taxação das grandes fortunas e dos bancos como saída para reequilibrar as finanças sem atingir os mais pobres da população. Contra a política privatista, a luta pela reestatização das empresas já privatizadas, como a Vale, e dos setores privatizados dos Correios e Eletrobrás.