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greve dos petroleiros
É preciso incorporar os terceirizados à greve dos petroleiros
a mobilização e a incorporação dos trabalhadores terceirizados na greve, um aspecto chave
greve-petroleiros
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É preciso incorporar os terceirizados à greve dos petroleiros
a mobilização e a incorporação dos trabalhadores terceirizados na greve, um aspecto chave
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A greve dos petroleiros evidencia uma enorme disposição de luta dos trabalhadores. O governo e as instituições do regime, como o judiciário em especial, têm travado uma verdadeira guerra contra os trabalhadores e seus direitos elementares de fazer greve, estabelecendo entre outras medidas a exigência absurda de que o sindicato tem que assegurar que 90 % força de trabalho não participe da greve. Como parte desse ataque contra a greve, a empresa pressiona os trabalhadores terceirizados da Petrobras para que não participem da greve. Neste sentido, a mobilização e a incorporação dos trabalhadores terceirizados na luta sindical do movimento petroleiro no seu conjunto é sem dúvida, um aspecto chave.

A questão dos terceirizados é central, pois eles são usados pelos patrões para quebrarem a greve. A categoria deve incorporar os terceirizados não apenas na greve, mas os próprios sindicatos deveriam defende-los, já que eles cumprem as mesmas funções do que os petroleiros. Deve ser defendida inclusive a incorporação nos quadros da empresa.

A terceirização representa uma flexibilização, ou seja uma quebra dos direitos dos trabalhadores. No cotidiano, isso representa uma forma de aumento da exploração, uma vez que os trabalhadores das inúmeras empresas terceirizadas que atuam na Petrobras, tem sua carga de trabalho aumentada, tem suas condições de trabalho aviltadas e em geral os trabalhadores são tratados como trabalhadores de segunda linha.

Em momentos de luta sindical e política, os direitos de organização e representação dos terceirizados não são respeitados pelos patrões, no caso da Petrobrás, a política da direção da empresa é exigir que as firmas contratados coloquem os trabalhadores terceirizados no trabalho a qualquer custo, afirmando que os terceirizados não fazem parte da empresa e não são representados pelos sindicatos dos petroleiros.

Contra essa política dos patrões, é preciso incorporar os trabalhadores terceirizados na greve, assimilando as reivindicações elementares dos trabalhadores, e mais que isso colocar em relevo a incorporação do contingente dos trabalhadores terceirizados nos quadros efetivos da Petrobrás.

O sucesso da luta é superar os diversos obstáculos colocados pelos capitalistas, a divisão da categoria entre terceirizados e empregados, além do aspecto econômico, é um instrumento para enfraquecer o movimento paredista.