Genocídio policial
A única forma para poder existir um princípio de estado democrático de direito no País é a dissolução completa de um aparato de repressão que extermina crianças e adolescentes
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População protesta contra os assassinatos de Emily (4) e Rebeca (7) pela PM | BRUNA PRADO / AP

Policiais assassinaram mais de 2.215 crianças e adolescentes no País entre 2017 a 2919. Os dados foram levantados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e mostram que Rio de Janeiro e São Paulo possuem o maior índice de letalidade contra a infância e a juventude.

De acordo com o levantamento, o número de mortes vem crescendo. Em 2017 as mortes de crianças e adolescentes representavam 5% do total das mortes violentas nessa faixa etária e saltaram para 16% em 2020. São considerados crianças e adolescentes aqueles que tinham entre 0 e 19 anos, seguindo recomendação do Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef) e da Organização Mundial da Saúde (OMS). Outra informação reveladora é que 69% das vítimas desta mesma letalidade policial são crianças e adolescentes negros (pretos ou pardos).

Ainda assim, esta é apenas uma parte da realidade mortífera que impera no País. Isto porque os números extraídos são de apenas 15 estados da Federação que possuíam registros destes anos. Os dados desconhecidos dos demais estados e os números de assassinatos não registrados em todas as unidades do País mostrariam um retrato mais preciso da situação no País.

Os números, desta forma, apontam para situação de terror que os trabalhadores e suas famílias passam a vida tendo que conviver. A imprensa burguesa, junto com os governos, trabalha para ocultar esta realidade. Sempre que morre uma criança, a burguesia noticia também a morte de um policial, procurando mostrar o conflito como uma guerra irracional e não como uma necessidade da burguesia para manter o seu domínio sobre o regime.

Outro aspecto é que se o Estado brasileiro, através do seu aparato de repressão oficial, como são as Polícias, é o principal responsável pelo assassinato da sua própria população e especialmente das crianças e da juventude, o povo é refém de um Estado verdadeiramente criminoso.

Quando se diz que a Polícia Militar é uma máquina de extermínio, portanto, não é força de expressão. Um País que assassina todos os anos milhares das suas crianças e jovens, não pode, sob nenhum aspecto, ser considerado democrático.

Pelo contrário. Um país em que a Polícia Militar mata mais de 2 milhares de crianças e adolescentes em 3 anos é um Estado em que o governo tem um caráter terrorista contra o próprio povo.

Diante de uma infância e juventude sem perspectiva para a população, a esquerda precisa denunciar os crimes dos agentes do Estado e chamar uma imensa campanha contra esse verdadeiro genocídio da população. O povo não pode recorrer a ninguém a não ser à própria força da sua organização coletiva. Por isso a necessidade da segurança ser feita pela própria população, de forma que crimes de uma burocracia estatal, como a Polícia, sejam extintos da realidade do País.

É por isso que é necessário dissolver a polícia no Brasil, sobretudo a militar, pois é a única forma para poder existir um princípio de estado democrático de direito. O que há hoje no País é uma ditadura contra a população, fortemente armada para exterminar o povo para mantê-lo sob controle.

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