Contra o genocídio
Só o controle popular do sistema de saúde, dos laboratórios e da produção de equipamentos colocarão essa indústria a serviço dos interesses do povo
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Hospital público com superlotação. Foto. Maurício Maranhão/UOL Eleições |

A dificuldade enorme de países imperialistas em lidar com a crise do coronavírus dá uma noção de como no Brasil os estragos serão várias vezes maiores, levando pelo menos meio milhão de pessoas à morte nos cenários mais otimistas dos especialistas, um verdadeiro genocídio!

O Brasil é umPpaís com mais de 200 milhões de habitantes. Em torno de quatro vezes maior do que a Itália, que possui 60 milhões, o País tem menos da metade do número de leitos em UTI e um sistema de saúde muito mais precário.

Num momento de agravamento da pandemia, faz-se necessário ter condições muito além da capacidade do sistema de saúde hoje no Brasil, para que se enfrente minimamente os estragos que a pandemia trará à população. Para isso, medicamentos e materiais de proteção em grande quantidade devem ser espalhados por todo o país, para atender uma demanda que crescerá em progressão geométrica em breve. Segundo o próprio ministro da Saúde do governo golpista, o Sistema Único de Saúde (SUS), entrará em colapso no final de abril.

Enquanto isso, a indústria do setor de saúde segue atuando na medida da necessidade de seus lucros e não das demandas da população. A produção de itens como álcool em gel, luvas, máscaras, entre outros, não aumentou para atender a demanda da população. Pelo contrário, o que se vê são revendedores especulando com o preço destes itens, mostrando-se totalmente insensíveis à desgraça do povo. Por isso, não se pode ficar na mão dos empresários da indústria da saúde, uma vez que seu objetivo é se utilizar da crise para assaltar ainda mais a população.

O surto de coronavírus escancarou as feridas abertas do capitalismo. Colocou de joelhos países imperialistas e revelou a necessidade de um sistema de saúde totalmente estatal, em que o objetivo seja a saúde das pessoas e não os lucros dos capitalistas do setor.

É neste sentido que o Partido da Causa Operária propôs uma série de medidas para organizar a população a enfrentar a crise capitalista e a crise do coronavírus com seu próprio programa, que partem essencialmente da formação de Conselhos Populares de Saúde nos bairros e cidades, que reúnam a população para organizar suas reivindicações através de seu próprio programa.

Entre as medidas estão:

Aumento imediato das verbas para a saúde, aumentar o número de instalações e equipamentos;

Contratação imediata de todo o pessoal da saúde necessário para enfrentar a crise;

Aumento do número de leitos nos hospitais públicos;

Distribuição gratuita de máscaras, luvas, álcool e remédios;

Mais do que nunca é hora de abrir os cofres públicos e utilizar todos os recursos possíveis para a população. O governo está distribuindo dinheiro para os capitalistas e esperando que o povo morra e que a crise passe sozinha.

Estatização de todo o sistema de saúde;

Estatização dos laboratórios;

Estatização da produção de equipamentos de saúde;

Fim das privatizações, cancelamento das já realizadas;

Só o controle popular do sistema de saúde, dos laboratórios e da produção de equipamentos colocarão essa indústria a serviço dos interesses do povo.

Aumento das vacinas disponíveis contra a gripe e abertura de mais postos de vacinação;

Diferente dos países ricos que estão sofrendo a crise de saúde do coronavírus, o Brasil tem o agravante de também ser acometido por várias outras doenças. Daí a necessidade da medida.

Estabelecer sistema de testes em todos os lugares;

Os países que estão tendo melhores resultados no combate ao coronavírus adotaram a política de tetar o maior número possível de pessoas e isolar os infectados. Os países que não fizeram isso, como a Itália, estão pagando caro com milhares de vidas da população. Isso tudo porque os governos não querem gastar dinheiro com testes! Uma desumanidade total.

Comitês de controle do abastecimento e especulação com gêneros de primeira necessidade;

Como se não bastasse a indústria assaltar a população, o comércio também tem se aproveitado da situação para especular com desgraça alheia, o que é um crime contra o povo e a humanidade.

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