Educação
Ataques contra estudantes e educadores têm sido respondidos por iniciativas espontâneas mas UNE e CNTE devem se mobilizar por uma greve da educação
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RJ - PROTESTOS/RIO/PROFESSORES - CIDADES - Passeata
Mobilização grevista de estudantes e educadores. Categoria deve ser mobilizada contra ataques | Foto: FABIO MOTTA

Em todo o País, o problema do retorno às aulas presenciais ressurge na luta política que se desenvolve. Com destaque para o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), governos municipais e estaduais vêm, entre anúncios e recuos, ensaiando o retorno de estudantes, professores e trabalhadores aos espaços escolares e acadêmicos. O governador do Tocantins, Mauro Carlesse (DEM) chegou a organizar um evento virtual em parceria com o Instituto Ayrton Senna. Com o tema “Abertura ao Novo”, o objetivo do evento é “apoiar os educadores e os estudantes com estratégias para reduzir os impactos emocionais causados por este momento ”. Em resumo, mais um embuste, entre tantos já produzidos pelos governos de todos os níveis da administração pública brasileira, que evidenciam a necessidade de uma ampla mobilização de estudantes, professores, técnicos e também pais, em defesa dos interesses reais de todos os envolvidos com a comunidade escolar e acadêmica.

O caso do Distrito Federal merece um destaque pela agressividade do outrora “científico” governador, que desde junho vem tentando impor o retorno às aulas mas esbarrando em forte mobilização contrária por parte dos estudantes. Sua última tentativa, ocorrida no dia 2 de julho, deflagrou uma greve contra o ensino à distância no Centro de Ensino Médio Setor Leste, movimento que recentemente ganhou a adesão dos estudantes do Instituto Federal de Goiás (IFG), do campus de Itumbiara, em uma demonstração clara da disposição de luta dos estudantes. Este exemplo precisa ser seguido.

O avanço do EAD representa um enorme retrocesso à educação pública no País, abrindo caminho para todos os ataques prometidos pelo famigerado programa Future-se, de autoria do então ministro da Educação, Abraham Weintraub, entre eles a privatização do sistema de ensino e a substituição das aulas regulares por aulas remotas. Por isso, o modelo usado para substituir as aulas regulares tem de ser barrado.

Tampouco deve-se aceitar o retorno às aulas em um momento de explosão dos contágios, que oficialmente ultrapassaram a marca de 2 milhões de doentes com quase 90 mil mortos até o último dia 28. Retomar as aulas em meio a uma situação tão calamitosa significaria a promoção deliberada de um genocídio sem precedentes contra a juventude, e por extensão a seus familiares, o que atinge especialmente os mais pobres. As tentativas dos governos municipais, estaduais, distrital e federal devem ser combatidos com a mesma disposição de luta.

Até o momento, as iniciativas dos estudantes do Setor Leste, no DF, e do IFG tem encontrado pouca solidariedade real entre as organizações de caráter nacional dos estudantes e educadores, o que é uma coisa espantosa. É preciso que a UNE e o Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) se mobilizem em defesa de uma greve geral de estudantes e educadores, contra as atividades online e também contra a ameaça de retorno às aulas presenciais no País, pela suspensão do calendário acadêmico até que as condições sanitárias sejam plenas ao desenvolvimento das atividades regulares na educação.

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