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A intervenção militar decretada pelo governo golpista de Michel Temer, com o afastamento do secretário de Segurança do Rio de Janeiro e a nomeação de um general interventor para o cargo é um passo no sentido do golpe militar. O general Braga Netto irá controlar toda a segurança pública, ou seja, todo o aparato de repressão no estado estará nas mãos das Forças Armadas.

Esse decreto é um aprofundamento da intervenção militar que já vinha acontecendo no Rio de Janeiro, com as tropas do Exército nas ruas desde pelo menos as Olimpíadas de 2016. Mas com ele, os militares passam a controlar administrativamente o governo de um estado. Essa medida já havia sido tomada no final do ano passado no Rio Grande do Norte, durante a crise da greve dos policiais. A diferença é que dessa vez, o governo golpista não precisou de nenhum pretexto mais grave para justificar uma intervenção marcada para durar até o dia 31 de dezembro. Na prática, o governador Luiz Fernando Pezão é apenas figurativo. Ao controlar os aparatos de repressão, os militares têm o controle de fato do estado, o segundo mais importante do País.

Claramente, a decisão é um passo para o golpe militar. Ao praticamente tomar o controle do segundo principal estado da federação, os militares ocupam um terreno político importante para estender a medida para outros estados e finalmente o País todo.

Essa situação precisa ser duramente denunciada e a presença dos militares no Rio de Janeiro precisa ser combatida. É preciso um estado de mobilização permanente no Rio de Janeiro até que os militares sejam expulsos do estado. O golpe é tão claro que o governo federal sequer se preocupou em arranjar um pretexto sólido para a intervenção. Na verdade, embora não seja dito abertamente, o fato é que a intervenção vem logo após um carnaval em que o povo deixou muito clara a impopularidade do governo e do golpe, o que se torna um perigo ainda maior às vésperas da prisão de Lula.

É preciso organizar e ampliar a constituição de comitês contra o golpe em todos os bairros do Rio de Janeiro para lutar contra a intervenção militar e a prisão de Lula.

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