Confusão política
Esquerda francesa assina um manifesto que afirma que a culpa é de como tratamos o ambiente e não das condições que os capitalistas deixam os trabalhadores
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Manifestação na França. Imagem: reprodução. |

A esquerda está completamente confusa, não somente no Brasil, mas no mundo. Recentemente a esquerda da França, que passa por seu pior momento de crise econômica e sanitária em decorrência da pandemia de Covid-19 publicou um manifesto com um abaixo assinado por diversos representantes da esquerda francesa, entre eles o líder do Partido Socialista (PS), Olivier Faure. O manifesto é assinado por mais de 150 ecologistas, políticos e intelectuais de esquerda, como o economista Thomas Piketty.

O abaixo-assinado foi publicado pelos jornais do Partido Comunista Francês L’Humanité e do social-democrata Libération onde diz que o manifesto propõe novos métodos para um período posterior a pandemia, de valorização dos trabalhadores e pelo fim do que seria o “produtivismo” e baseados no Acordo do Clima de Paris, onde foram discutidas as mudanças climáticas.

É preciso deixar de lado o produtivismo. A transformação ecológica na França é o novo desafio da República no século 21“, diz o manifesto. No texto não fica claro o que seria o produtivismo, mas passa a impressão de estar ligado a exploração excessiva dos recursos naturais e dos trabalhadores.

A confusão gerada pelo manifesto, esconde que o verdadeiro responsável pela situação atual de crise econômica, coronavírus, falta de hospitais e trabalhadores com salários cada vez menores é o sistema capitalista.

Diante da crise, os capitalistas estão explorando cada vez mais os trabalhadores e provocando um enorme desvio dos recursos estatais para salvarem as empresas e seus lucros, e essa situação foi brutalmente agravada pela pandemia de coronavírus que acelerou o processo de crise econômica e evidenciou a falência do sistema de bem estar social dos países imperialistas.

Outra confusão é de que o vírus surgiu em decorrência da exploração ambiental e não fruto da piora das condições sanitárias, principalmente nos países explorados, devido a crise do sistema capitalista. O surgimento e disseminação do vírus está ligado as condições que vivem os trabalhadores, tanto que nos países pobres e nos bairros periféricos dos países ricos é onde o vírus mais contamina e mata, pois não há saneamento básico e nem residências adequadas.

Também defendem, assim como no Brasil, “uma convenção para um mundo comum” que é apresentado como uma defesa da solidariedade nacional onde as pessoas ajudam os mais necessitados, pois exploradores e explorados estão enfrentando o mesmo problema do coronavírus.

O manifesto apresentado revela um abandono das reivindicações dos trabalhadores e da luta de classes pela esquerda francesa, onde entram de cabeça em pautas “ecológicas”, com forte apelo entre a classe média e a burguesia, sem debater o verdadeiro problema da exploração dos recursos naturais e dos trabalhadores que é fruto do sistema capitalista.

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