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Da redação – O ministro Luís Roberto Barroso disse em evento de advogados de São Paulo que o “direito penal não pode escolher alvos. Portanto não tem réus que eu goste e réus que eu não goste. Réu que eu tenha afinidade ou não. Eu tenho a pretensão sincera de não ter desviado o meu caminho, nem quando chegou em A, nem quando chegou B, nem quando chegou em L”, fecha aspas. Sendo o “L” uma clara referência a Lula. Pode-se dizer que ele está corretíssimo em sua afirmação, realmente a justiça não deve olhar as origens e a classe social do réu quando julga, afinal, supostamente a lei seria “para todos”. O problema é que justamente isso é o que NÃO está ocorrendo com Lula.

Lula tem sido massacrado desde que se elegeu, ou bem antes, para ser justo. Sua vida foi devassada, seus familiares perseguidos e sua biografia jogada na lama pela justiça, pela imprensa burguesa, e por todos os seus inimigos em todos os poderes; isenção em seu julgamento, ministro Barroso, é justamente o que Lula não tem.

Deve ser por isso que Barroso vem agora posar de magnânimo, pois está enxergando o que a maioria da população já enxergou há tempos: que todos os processos contra Lula não passam de perseguição política, portanto devemos concluir que o STF está vendo a perseguição a um cidadão e não faz nada para parar o rolo-compressor, os juízes têm lado, e no seu caso, o lado é o da burguesia.

 

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