É necessário unificar todos os setores da população

rui costa pimenta

O presidente nacional do Partido da Causa Operária, Rui Costa Pimenta, apresenta o programa Análise Política da Semana, que vai ao ar todos os sábados às 11h30 e é transmitido pela Causa Operária TV no Youtube e pela Rádio Causa Operária. No programa, Rui apresenta uma análise marxista dos principais acontecimentos políticos da semana.

Na Análise Política apresentada no dia 25 de maio, Rui apontou que é necessário unificar todos os setores da população em torno de uma perspectiva de luta contra o governo Bolsonaro. Em suas palavras:

“Como dar continuidade ao que está acontecendo? Primeiramente, é necessário um plano de lutas. É necessário unificar todos os setores da população em torno de uma determinada perspectiva, por exemplo, há muitos setores que querem entrar em luta. Dentro dos petroleiros tem uma efervescência muito grande, eles poderiam até ter entrado em greve junto com a educação. Mas, como as direções não conseguem dar um passo pra frente, não fizeram. Mas isso está colocado.

Nos correios, as direções são até piores, mas os Correios estão ameaçados de privatização. Também poderiam entrar em luta com uma certa facilidade; assim há muitos setores, por exemplo, um setor que não foi marcante, não dá para dizer qual foi a participação dele nas manifestações, mas não foi marcante, foi o MST. Os militantes do MST estão sendo assassinados em todos os lugares do país, quer dizer, a necessidade de sair às ruas, de protestar contra o governo, é enorme, não haveria por que ficar em casa, não haveria por que ficar parado. Em grande medida, é uma falta de iniciativa da própria direção do MST, que deveria ter chamado a se juntar a essa manifestação.

Há uma tendência também de crise nos próprios condutores, que o governo, com paliativos, conteve, mas poderia ter uma greve de condutores. Quer dizer, o país é, num certo sentido, e essa manifestação colocou isso muito claramente, um barril de pólvora. O que falta é alguém aparecer lá com um palito de fósforo e explodir essa pólvora. A manifestação da educação aconteceu porque ela se configurou na situação política de uma maneira clara. As direções dos professores e dos estudantes foram obrigados a reagir diante da situação que foi se criando nas universidades, que não é um caso isolado, como foi dito, mas é simplesmente um ponto de toda essa crise, de toda essa situação que se criou com o governo Bolsonaro. Aí, a hora que chamaram uma manifestação, ela foi enorme. Então é necessário um plano de continuidade e é necessário um plano de unificação de todos os setores populares que estão contra o governo.

Não dá mais para dizer que não há uma tendência à mobilização. Esse argumento foi destruído pelas mobilizações de quarta-feira. A tendência à mobilização é enorme, comprova, inclusive, o que nós analisamos no primeiro de Maio, que foi um fracasso devido a essas táticas brilhantes das direções sindicais. Juntaram alhos e bugalhos, contrataram uma cantora sertaneja furreca para atrair o público…você vê, o povo brasileiro não está interessado em sair às ruas para se mobilizar, só um milhão de pessoas. Por que que não chamaram o sertanejo na quarta-feira? Deviam chamar a dupla sertaneja, um negócio totalmente idiota. Ao invés de mobilizar o povo, eles ficam com essas coisas sem pé nem cabeça. O ato do primeiro de Maio foi um fiasco, porque o povo não quer sair às ruas para ver dupla sertaneja.”

Ouça o áudio do companheiro Rui Costa Pimenta na Rádio Causa Operária: