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Bolsonaro está vencendo as eleições porque a extrema-direita tomou conta das ruas por meio da violência e da intimidação.

Esse é o modus operandi do fascismo. Inicialmente atacam covardemente em bandos pessoas indefesas e sozinhas, como mulheres e homossexuais. Na medida que não há reação, mas apenas o pânico das pessoas individualizadas, fortalecem-se atraindo mais ainda essa poeira humana anti-povo.

Caso não sejam impedidos, o passo seguinte é ampliar os ataques contra grupos maiores, invadindo atividades da esquerda, dissolvendo assembleias, fazendo frente com a polícia para atacar manifestações dos trabalhadores e assim por diante.

No Brasil, essa é o segundo momento que levantam a cabeça e se arvoram em donos das ruas. A primeira vez foi na sequência da derrota das mobilizações de 2013 até o momento seguinte ao golpe de Estado, iniciado com o impeachment fraudulento da presidenta Dilma. Durante esse período era comum militantes de esquerda serem agredidos nas ruas e até em restaurantes.

Na medida que a esquerda começou a reagir e a tomar as ruas na luta contra o golpe e contra a prisão de Lula, a extrema-direita recuou, mas em seguida, diante das vacilações da própria esquerda em ser consequente na luta contra o golpe – que poderia ocorrer apenas com uma efetiva mobilização popular, que não passasse pelas ilusões que o golpe poderia ser derrotado no marco das próprias instituições golpistas -, foram aos poucos ensaindo um retorno, primeiro com os atentados à caravana de Lula, passando pelo assassinato de Marielle e os atentados ao acampamento Maria Letícia em Curitiba e finalmente com a candidatura de Bolsonaro, as agressões e assassinatos por todo o país

Obviamente que em todo esse processo, a extrema-direita sempre foi acobertada pela dita democracia e seus venais meios de comunicação, a começar pela sórdida campanha lançada contra Lula, o maior líder popular do país, que teve o seu auge com a sua prisão e posteriormente com a imposição do impedimento da sua candidatura.

Essa foi a chave para consumar a fraude eleitoral, fraude essa que se traduziu em todos os campos, seja o da manipulação, seja a dos votos nas urnas.

É esse o resultado que dá ceder espaço para a direita. Isso é ruim para a luta contra o golpe, porque causa confusão nos meios operários e populares sobre o real significado do candidato da extrema direita, como se fosse uma figura expressiva em meio à população.

Os setores mais conscientes do movimento operário devem encarar a realidade de frente. O fascismo cresce no vazio que a esquerda deixa ao colocar como “salvação da pátria” a vitória eleitoral diante das eleições mais fraudadas da história do país.

A derrota do fascismo será uma consequência natural da luta contra o golpe. É por isso que o movimento operário e popular deve tomar imediatamente as ruas, denunciar as eleições e lutar pela liberdade de Lula.

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