É hoje, Réveillon Vermelho, um grito de guerra pela liberdade de Lula!

reveillon

Por Antônio Carlos Silva

As primeiras caravanas, vindas de diversas regiões já chegaram a Curitiba, a capital da “República do Paraná”, transformada pela direita golpista em base fundamental de operação da criminosa lava jato. Vindas de todo o País, trazem operários metalúrgicos, petroleiros, da construção civil e das mais diversas categorias, professores, servidores, bancários, estudantes, sem terras, sem tetos e todo tipo de gente explorada e das suas organizações de luta, organizados pelos Comitês de Luta Contra o Golpe, pelos Comitês Lula Livre, por companheiros do PT, do PCO, da CUT, do MST, da CMP, de muitas das organizações que integram a Frente Brasil Popular, que lutam e continuam na luta contra o golpe de Estado, que fez País, para a imensa maioria da sua população retroceder 20 anos, em dois anos de sua desastrosa vigência.

Esse ativismo de luta, se junta a centenas de companheiros que se revesam há meses na Vigília Lula Livre, em frente à carceragem da Polícia Federal, onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, maior liderança política do País, que desde 7 de abril, é mantido como preso político. Um “general” perseguido, torturado e duramente golpeado  – com duras penas a toda sua família e aliados – para tentar conter a reação popular que os golpistas sabem que virá (eles chamam de “caos”, este é para eles o significado da luta do povo trabalhador).

Em levas, chegamos para participar do Réveillon Vermelho, na véspera do dia em que a burguesia golpista organiza a posse do governo ilegítimo de Jair Bolsonaro, cuja “eleição” só foi possível por meio de uma das maiores (se não a maior) fraudes eleitorais da historia do País, com o processo sendo realizado sem a participação de Lula, o candidato preferido do povo brasileiro, como indicavam – bem longe da “margem de erro” –  todas as pesquisas encomendadas, realizadas e divulgadas pela imprensa burguesa e outras instituições golpistas.

Encabeça essa mobilização aqueles que levantaram, antes e  durante (em nosso caso e de alguns outros) e depois das eleições a palavra-de-ordem, repetida milhões de vezes, “sem lula é fraude”,  e foi.

Mas não são apenas os que integram os setores mais conscientes da luta contra o golpe, que não se curvaram e/ou que buscam reerguem a cabeça diante das derrotas sofridas diante do golpe, representam também a imensa camada de milhares de ativistas espalhados por todo o País que entendem que é preciso apontar uma nova perspectiva para fazer vitoriosa a luta no próximo período, superando as ilusões (de parcelas da esquerda burguesa e pequeno burguesa) de que a vitoria conta o golpe possa vir de dentro das instituições do próprio regime golpista, que não se cansam de apunhalar Lula, a esquerda,  a classe trabalhadora, suas organizações e todos os interesses do povo brasileiro.

Hoje o “boa noite Lula”, o “feliz ano novo Lula”, o “Lula lá” etc. não terá objetivos eleitorais e não representará uma simples homenagem – merecida –  ao ex-presidente, será um grito de guerra, que se oporá – de um ponto de vista prático – a qualquer perspectiva de “virar a página do golpe”, de capitular e colaborar com o “novo” governo golpista, de lhe desejar “sucesso” em seu objetivo declarado de esfolar o povo para defender os interesses do imperialismo norte-americano.

O Réveillon Vermelho de Curitiba vai apontar no sentido da luta nas ruas, pela liberdade de Lula e de todos os presos
políticos, pelo fora Bolsonaro e todos os golpistas, para o que é preciso multiplicar e fortalecer os comitês e sua atividade de agitação e propaganda nos locais de trabalho, estudo e moradia.

Será um primeiro e significativo passo, que celebrará e impulsionará a disposição de luta para enfrentar e derrotar, nas ruas, a direita golpista  e seus ataques contra o povo brasileiro.

Estando em Curitiba ou não, estejamos unidos em todo o País, em torno da tarefa central do ativismo classista e de todos os que querem ver triunfar a luta contra os golpistas no próximo período que é impulsionar essa perspectiva revolucionária que se expressa no Sul do País.