É golpe: bolsonaristas querem que “Escola Sem Partido” vá para o Senado sem passar pelo plenário

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O candidato da extrema-direita, Jair Bolsonaro do PSL, nem mesmo assumiu o cargo presidencial e seus apoiadores fascistas no congresso nacional já querem impor uma série de medidas totalmente anti-populares, contra as liberdades e os direitos democráticos da população. Primeiramente é preciso destacar sempre que Bolsonaro chega ao poder como consequência do golpe de estado contra Dilma Rousseff em 2014. A eleição do candidato da extrema-direita se deu em meio a uma fraude escancarada, dessa maneira Bolsonaro, assim como todos os golpistas, chega ao poder de maneira ilegitima.

Para garantir que os objetivos do golpe se concretizem, no entanto, como a destruição dos direitos de toda a população, os golpistas não tardam em passar novamente por cima da lei para aprovar suas medidas anti-populares. Um exemplo desse fato é o Projeto de Escola Sem Partido. A proposta, que visa estabelecer a censura em todas as escolas do país, abrindo caminho para a perseguição à professores e alunos, além de impedir a organização no interior das escolas contra os ataques do governo golpista, está para ser aprovado na Câmara dos Deputados. Os golpistas querem que a proposta siga para o senado sem mesmo passar pelo plenário da Câmara, onde encontraria certa resistência, dada a presença de deputados da esquerda. Demonstrando na prática que já estamos em uma ditadura, os golpistas agem para que a proposta necessite somente dos votos desta comissão especial para que seja encaminhado ao senado.

A pressa em aprovar propostas como o Escola Sem Partido demonstra que os golpistas não querem perder tempo e impor de maneira imediata contra os trabalhadores, a juventude e a população pobre as medidas de repressão, de destruição dos direitos, defendidas pelo imperialismo. É necessário reagir imediatamente contra esse ataque. É preciso denunciar a fraude eleitoral e chamar toda a população, os trabalhadores e a juventude a se organizarem por meio dos comitês de luta contra o golpe. No caso da escola sem partido é necessário realizar uma campanha no interior da escolas de denuncia dessa proposta e de todas as medidas do golpistas, organizar também comitês de luta no interior dos colégios para resistir à ofensiva da extrema-direita golpista.