É corrupção? Empresas de Doria receberam mais de R$ 10 milhões de governos tucanos

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Aquele “prefeito gestor”, que “não é político”, mais conhecido como João Dória, atual candidato ao governo de São Paulo pelo PSDB, vem gerindo muito bem os negócios de suas empresas às custas do dinheiro público.

Do que se tem notícia, dentre os anos de 2010 a 2016, os governos tucanos de São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Paraná efetuaram repasses às empresas de Dória estimados em mais de R$ 10 milhões, em troca de “serviços” altamente questionáveis do ponto de vista do interesse público.

Sabe-se que, além de massagens, sorteios e anúncios em revista corporativa, as empresas do grupo oferecem serviços como exposições, eventos e congressos, onde ocorrem as famosas “trocas de experiências” entre empresários e agentes públicos, muitas vezes com o intuito de promover a própria marca de Dória e estimular a prática de “lobby” por parte de vários empresários junto ao Setor Público.

Para se ter ideia, questionado sobre um repasse de quase R$ 500 mil à empresa LIDE no ano de 2016, o governo do Mato Grosso informou que o valor foi gasto com um evento realizado em Nova Iorque, o qual supostamente teria proporcionado ao estado a “garantia” de R$ 1 bilhão em investimentos estrangeiros. Mas nada disso foi comprovado, e os contribuintes mato-grossenses não receberam qualquer contrapartida palpável por parte dos investidores, seja com obras de infraestrutura, seja com prestação de serviços públicos.

Por aí se vê a quem servem os governos tucanos: ao capital financeiro, especulativo, lobista, parasitário do dinheiro alheio, que, além de extorquir a população destes estados a troco de nada, com eventos fúteis e inúteis, fazem com que o povo patrocine diversas reuniões entre empresários e políticos, com o único e exclusivo objetivo de viabilizar acordos milionários com o Poder Público, que gerem lucro para suas empresas.

Só que, por se tratar de PSDB e não de partidos de esquerda, o nome dessa prática não é exatamente corrupção, é “lobby” ou quem abe “investimento” e as autoridades de fiscalização, como o Ministério Público e as Polícias Federal e Civil, estavam mais ocupadas em apurar o caso do “tríplex-barraco” e do sítio com pedalinhos dos netos de Lula, em Atibaia, atribuídos, sem quaisquer provas ao ex-presidente Lula.