Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
tortura rj
|

Da redação – Como já vem sendo amplamente denunciado por este Jornal, a intervenção militar no estado do Rio de Janeiro não possui nenhuma relação real com o chamado “combate ao crime organizado”, muito pelo contrário, a intervenção militar tem como objetivo promover um violento ataque contra a população pobre das favelas cariocas. E isso vem tomando contornos cada vez mais claros na medida em que os relatos sobre as ações arbitrárias e violentas do Exército e das polícias vem aparecendo.

A última denuncia a ganhar destaque é de os militares do Exército estão realizando sessões de tortura, nas quais agridem e violentam barbaramente indivíduos apreendidos durante as suas operações nas favelas. No dia 20 de agosto desse ano, durante uma operação do Exército no Complexo da Penha, sete adultos e um adolescente foram presos e foram submetidos à tortura por militares dentro da Vila Militar.

De acordo com o que foi relatado pelos militares os suspeitos teriam sido encontrados com armas e drogas e por isso foram conduzidos para a 1° Divisão do Exército. Todos os presos relataram ter sofrido agressões por parte dos militares após a prisão, e até o momento ao menos quatro relataram em depoimento que foram submetidos à tortura em uma “sala vermelha”, localizada dentro do quartel. Durante as sessões de tortura os militares agrediram os suspeitos com pedaços de pau e com fios elétricos utilizados como chicote, o que provocou sérias lesões nas vítimas.

De acordo com o depoimento das vítimas, as agressões tiveram inicio ainda durante a sua condução para a Vila Militar na manhã do dia 20 de agosto, sendo que eles teriam recebido inúmeros choque com armas de taser e teriam recebido jatos de spray de pimenta no rosto. Já na Vila militar as vítimas foram conduzidas individualmente para uma “sala vermelha” (uma sala identificada por ter a porta da cor vermelha) onde foram recebidos por quatro homens encapuzados e sem farda, que os submeteram à um interrogatório mediante tortura. Os militares ainda intimidaram as vítimas com ameças de sufocamento e empalamento tentando forçar confissões por parte dos presos.

De acordo com peritos que investigam o caso, as lesões atestadas nos presos condizem com os relatos e coincidem temporalmente com o período que passaram detidos no quartel. Já o Comando Militar do Leste, responsável pela operação, informou que não irá abrir nenhuma investigação sobre o ocorrido por não identifica “elementos que comprovem o ocorrido”, ou seja, ignorando todos os laudos e provas levantados até agora.

O que temos que ressaltar é que os militares vem realizando no país uma série de ações violentas coma intenção de submeter a população a um regime permanente de terror, sufocando qualquer tipo de revolta que a população possa realizar contra os ataques que vem sofrendo. O chamado “combate ao crime organizado” não passa de um pretexto farsesco para que os militares saim as ruas de todos o país e submetam a população trabalhadora à uma violência brutal. Além disso, tais operações do Exército tem funcionado como uma preparação para um “Golpe Militar” nacional, e é por isso que os militares tem saído as ruas para intimidar e controlar a população.

É preciso denunciar o avanço dos militares e o crescente controle que o Exército vem exercendo sobre a política e sobre o território nacional, mas também é preciso se organizar e criar comitês de luta contra o Golpe que tenham como palavra de ordem a luta contra o avanço dos militares e da extrema-direita. Abaixo o Golpe de Estado, Abaixo a intervenção militar no Rio.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas