Rui Costa Pimenta
Intervenção do presidente do PCO, no ato de primeiro de maio classista, internacionalista e de luta pelo Fora Bolsonaro
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Rui Costa Pimenta: Intervenção no ato de 1º de Maio de Luta e Classista. Foto: Reprodução COTV |

Reproduzimos, na íntegra, a intervenção de encerramento do ato realizado pelo Partido da Causa Operária (PCO), no Ato presencial e com transmissão pela COTV (com milhares de visualizações) do Dia Internacional de Luta da Classe Trabalhadora.

 

“É a hora da luta pelo poder operário e pelo socialismo”


Companheiros, em primeiro lugar eu queria já antecipadamente responder a todo um setor da esquerda ‘bem pensante’ brasileira que vai nos criticar por fazer um ato público com as pessoas presentes aqui no meio da pandemia. Eu queria responder não com minhas próprias palavras, mas com a palavra dos trabalhadores chilenos que representam o pensamento e a situação dos trabalhadores do mundo inteiro. Os trabalhadores do Chile disseram: ‘se eu posso trabalhar, eu
também posso me manifestar’.

Se nós podemos trabalhar, companheiros, então nós podemos nos manifestar. Nós temos que ter absolutamente claro que essa interdição de manifestações não é nenhuma política sanitária. Isso é uma ditadura que os governos de direita estão impondo para paralisar os trabalhadores no momento em que eles estão atacando a classe trabalhadora, não apenas no Brasil, como no mundo inteiro com a maior violência possível.

 

Porque um ato presencial

 

“Nós, companheiros, estamos trabalhando. Os trabalhadores dos Correios estão trabalhando.
Conforme disse o companheiro Édson aqui, são mais de 100 mil trabalhadores. Não é meio dúzia de pessoas. São centenas de milhares. Os trabalhadores da Construção Civil foram considerados trabalhadores essenciais. No Brasil inteiro, são mais de um milhão de trabalhadores. Os trabalhadores da Petrobras estão trabalhando e estão ficando doentes. Os trabalhadores dos supermercados estão trabalhando. Os trabalhadores da indústria alimentícia estão trabalhando. São milhões de trabalhadores que nunca puderam fazer uso do isolamento social desde que começou a pandemia. São milhões de trabalhadores que foram colocados aí expostos a uma situação em que eles podem facilmente perder a vida, assim como já está acontecendo com muitos trabalhadores. Essa é a realidade, companheiros.

Qual é a importância de se fazer um ato público com as pessoas presentes nesse momento? Por que não fazer um ato virtual? A importância, companheiros, desse ato de primeiro de maio é que nós estamos, como vanguarda revolucionária da classe trabalhadora que nós somos, mostrando para os trabalhadores que a interdição de manifestação não vai ser aceita. E nós precisamos da nossa capacidade de mobilização porque a classe trabalhadora nunca esteve em uma situação tão crítica como a que nós estamos atravessando hoje. O direito de manifestação é essencial. A possibilidade de lutar é essencial. Eu quero deixar aqui uma crítica à conduta do conjunto das organizações representativa dos trabalhadores e da esquerda por não levar o ato de primeiro de maio às ruas, por se conformar com essa situação. Uma coisa é que as pessoas, os  trabalhadores, determinados setores da população façam o isolamento social, outra coisa é que aquelas pessoas que têm o dever de organizar a classe trabalhadora se escondam debaixo da cama quando os trabalhadores estão sendo atacados como estão sendo atacados agora.

 

Ampliar o isolamento social

 

Nós temos que preparar os trabalhadores para esta e para a próxima etapa. Nós denunciamos desde o princípio da pandemia que toda a discussão sobre o isolamento social era, em grande medida, uma política improvisada dos governos e, em grande medida, era uma farsa. Todo  mundo deve ter visto o debate em torno da figura do ex-ministro da Saúde do governo Bolsonaro, Luiz Mandetta, no qual alguns setores da esquerda de uma maneira grotesca vieram a defender esse homem, que é de um partido que foi serviçal da ditadura militar, que é a favor da privatização da saúde, que foi um integrante do bloco golpista de 2016, que ajudou a fraudar as eleições em 2018! Começaram a endeusar esse homem porque supostamente estaria defendendo o isolamento social.A mesma coisa fizeram com Doria, com Witzel, com Caiado, um homem da UDR, assassino de trabalhadores — uma coisa grotesca! E agora nós vemos que há um acordo no interior de toda a burguesia para suspender o isolamento social no pico da pandemia. É isto que está acontecendo. Aqueles que endeusaram os que, improvisadamente, chamaram o isolamento social deram a essas pessoas uma cobertura para agora jogar a população no meio da fogueira no momento em que essa fogueira está ardendo o mais alto possível. É uma política criminosa.

Nós temos de dizer, companheiros, neste primeiro de maio, em alto e bom som, que o Partido da Causa Operária, as organizações de trabalhadores e os próprios trabalhadores não são favoráveis à suspensão do isolamento social no meio do pico da pandemia! Ao contrário, companheiros, nós somos favoráveis, como nós éramos desde o princípio, a estender o isolamento social, a abarcar as categorias que estão trabalhando, a diminuir o pessoal que está trabalhando, a criar turnos, a diminuir a intensidade das pessoas no transporte para proteger a população. As mortes no Brasil já superaram a China. Nós estamos nos encaminhando para uma verdadeira hecatombe social no Brasil. E eles querem suspender o isolamento por um único motivo: porque esse é o desejo, é o interesse dos grandes capitalistas e dos banqueiros! Os capitalistas perceberam que se for mantido o isolamento social o capitalismo vai afundar completamente, e a prioridade é salvar o capital, os capitalistas, as empresas e os bancos, e não a vida do trabalhador!

 

Por uma Conferência das organizações operárias e da esquerda

 

“Por esse motivo, companheiros, as organizações de trabalhadores têm que abrir as portas, têm que fazer uma conferência de todas as organizações populares da esquerda para elaborar um plano para enfrentar a situação. Até agora, a maior parte das organizações dos trabalhadores têm rastejado atrás da política da direita, e essa direita é uma direita completamente inimiga, inimiga mortal da classe trabalhadora brasileira. E preciso parar de rastejar, é preciso levantar a cabeça e organizar o povo para a situação que já está colocada e que vai piorar daqui para frente. É necessário um programa e um plano de mobilização para enfrentar a situação. Essa é uma necessidade urgente.

Antecedeu-me aqui o companheiro Matheus Vetter, que está organizando um dos vários conselhos populares que os militantes do nosso partido estão organizando nos bairros populares.
A realidade, companheiros, a realidade da política pública para a situação da maioria do povo é muito simples, e qualquer um desses companheiros que estão participando dos conselhos populares pode testemunhar aqui: os trabalhadores, a população pobre, está ao deus-dará. Não há poder público na periferia, não há testes, não há médicos! Não há nenhuma iniciativa do
poder público! Os trabalhadores estão jogados lá sem nenhuma assistência do Estado. Nessas condições, falar que a política de um João Doria, de um Wilson Witzel, de um Ronaldo Caiado é uma política civilizada, é uma política científica, só pode partir da cabeça de pessoas que perderam completamente o juízo.

Eles não estão fazendo nada! Absolutamente nada pela população pobre! O único recurso que eles têm é manter uma parte da população isolada para que os hospitais públicos não transbordem. Mas os hospitais públicos estão transbordando, estão
entrando em colapso. E o que é que eles vão fazer agora? Nada! Porque eles não têm nada para fazer! Eles estão dando o dinheiro para os capitalistas, eles não querem gastar com o povo. Eles não têm organização, eles não estão se organizando, eles não têm vontade política nenhuma de atender o povo. Eles fizeram um cálculo de quantas pessoas vão morrer e eles vão deixar essas pessoas morrerem. E essas pessoas que vão morrer são todas elas, ou na esmagadora maioria, parte da população trabalhadora ou da população pobre brasileira. Não é a burguesia que vai morrer. Em grande medida, não é a classe média que vai morrer. São os trabalhadores, é a população pobre que vai morrer! Esse é o plano. Esse é o plano científico da burguesia.

 

A pandemia intensifica a luta de classes

 

Por isso, companheiros, é preciso reiterar aqui o que nós dissemos antes: a pandemia e a crise econômica que vem no rastro da pandemia não atenuam a luta de classes, não diminuem a diferença e o atrito entre as classes sociais, mas aumentam, intensificam essa luta. A burguesia está se organizando e lutando desesperadamente para que os trabalhadores arquem com a crise enquanto ela procura salvar suas fortunas. Os milionários vão se salvar e, se nós deixarmos, o povo vai ter aí uma carga extraordinariamente grande de sofrimento. Essa é a realidade da política dessas pessoas. Não há nenhum setor da burguesia que esteja preocupado nem com a saúde do povo, e menos ainda com a situação econômica do povo.

Nós já estamos chegando aqui nos 20 milhões de desempregados. Com 13 milhões de desempregados, a situação já era extremamente crítica. Chegando a 20 milhões, isso aqui vai levar ao que pessoas como Fernando Henrique Cardoso fizeram em seu governo, que levou 64 milhões de pessoas à fome — não à miséria, não à pobreza, mas à fome, a não ter o que comer,
a morrer de fome! Eles vão provocar uma situação ainda maior, ainda mais dramática, ainda mais crítica do que essa. E nós não podemos permitir isso, companheiros. É preciso agrupar as forças dos trabalhadores para enfrentar essa situação. Mas aí, companheiros, eis que nós fomos surpreendidos com um ato de primeiro de maio em que setores como a Força Sindical, que apoiou o golpe contra a presidente Dilma, setores como o PCdoB, é preciso dizer aqui claramente, porque o PCdoB foi um dos artífices dessa proposta, convidaram para o primeiro de maio, para o dia do trabalhador, o direitista João Doria, o assassino de pessoas na favela Wilson Witzel, o assassino de trabalhadores rurais Ronaldo Caiado, Rodrigo Maia, o presidente da Câmara, que está organizando um plano de completo esfolamento dos trabalhadores, de arrancar a pele do trabalhador brasileiro, Alcolumbre, que está para aprovar, como foi dito aqui, o congelamento, ou talvez até o rebaixamento de salário dos servidores públicos para entregar o dinheiro para os capitalistas.

 

A “solidariedade” vai parar a pandemia?

 

Tem gente que diz que nós vamos sair da pandemia com um clima de solidariedade muito grande. Isso é uma loucura. Nós vamos sair da pandemia com a burguesia transformada — ela que já é um lobo voraz — em um lobisomem para perseguir e arrancar o coro dos trabalhadores.
Eles já estão fazendo isso no meio da pandemia. Pois bem. Decidiram convocar essas pessoas, inclusive o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, talvez o mais surpreendente de tudo porque esse homem destruiu o país. Esse homem transformou o Brasil em uma terra de gente faminta. Quando o PT chegou ao governo havia 64 milhões de pessoas passando fome. É uma coisa totalmente fora do comum, então nós precisamos lembrar aqui, nesse ato de primeiro de maio aquilo que nunca pode ser esquecido por nenhum trabalhador: o primeiro de maio é o dia internacional de luta da classe trabalhadora. É um ato de classe, um ato classista. Um ato dos explorados, um ato dos oprimidos. É um ato da população pobre, um ato dos despossuídos e, nesse ato, não tem lugar para os inimigos da classe trabalhadora e do povo!

 

O significado do 1º de Maio e a “frente ampla”

 

É preciso relembrar aqui, companheiros, que o ato de primeiro de maio foi estabelecido através de muita luta. Hoje, para muitas pessoas, o ato de primeiro de maio é um feriado, mas quando os marxistas, ou seja, nossos antepassados políticos e ideológicos, no século retrasado, no século XIX, decidiram estabelecer o primeiro de maio, havia muita repressão para o primeiro de maio. E o primeiro de maio é um dia que lembra essa repressão. O primeiro de maio é uma homenagem aos trabalhadores dos chamados mártires de Chicago, que morreram acusados injustamente pela Justiça e pelo governo norte-americano, pela burguesia norte-americana por lutar pelos direitos dos trabalhadores. Eles são o símbolo do sofrimento que a classe trabalhadora atravessou para poder chegar a se organizar e ocupar um espaço político dentro da sociedade, para poder lutar pelos seus interesses. O primeiro de maio não é lugar para esses vagabundos que servem como capachos da burguesia, esses políticos direitistas, inimigos do povo, que mandam atirar no povo, que privatizam as empresas e jogam milhões de trabalhadores nas ruas, que reprimem a população em todo o lugar.

O primeiro de maio não é para isso. É um dia de luta, e é um dia de luta da classe trabalhadora, não um dia de luta em geral. Agora, o que esses elementos que chamaram esse primeiro de maio com os inimigos da classe trabalhadora nos dizem? Alguns até dizem que os direitistas não deveriam ser chamados para o primeiro de maio, mas que deveríamos fazer com eles uma frente ampla. Uma frente com Dória, Witzel, FHC, Rodrigo Maia, Alcolumbre, ou sei lá mais que demônio saído do inferno eles querem chamar para tal frente, pois seria necessária para “derrubar o Bolsonaro”.

Em primeiro lugar, FHC, Dória e Alcolumbre não vão derrubar Bolsonaro nenhum, eles nem tem essa intenção. Foram eles que elegeram o Bolsonaro, que como muitos lembraram na saída do Sergio Moro, não é o pai de toda essa bandalheira, é um dos resultados. O pai da bandalheira são eles e os partidos aos quais eles pertencem, que deram o golpe de 2016.

 

O Fora Bolsonaro e luta contra a burguesia

 

Nós precisamos dizer, com toda clareza, o seguinte: o fora Bolsonaro não é um fim em si mesmo, é um meio. Nós não queremos derrubá-lo por simplesmente não gostarmos dele, queremos derrubá-lo para desmontar o esquema que deu o golpe de 2016 e desmontar a politica contra os trabalhadores, os sindicatos, a política de fome e o genocídio durante o coronavírus. É um meio para obter aquelas coisas necessárias para os trabalhadores, e como meio, serve para atacar os supostos aliados na luta contra o Bolsonaro, por não serem aliados dos trabalhadores.

Tais “aliados” querem usar as organizações operárias para legitimar e dar apoio popular às manobras deles que tem um único fim que é perpetuar o sistema que vem sendo montado desde o golpe. O Bolsonaro é representante da burguesia golpista, e se ela conseguir utilizar as organizações dos trabalhadores à esquerda para eventualmente – coisa que nem eles nem tem a pretensão – tirar o Bolsonaro do governo, farão uma substituição indolor dele por uma pessoa que vai levar adiante tudo aquilo que é essencial na politica bolsonarista.

Para derrotar o Bolsonaro e os golpistas, para derrotar sua politica que destruiu a aposentadoria pública no Brasil, que permite rebaixar o salario dos trabalhadores durante a pandemia, reduzir o salário dos funcionários públicos, que retira os sindicatos das negociações com os trabalhadores colocando o trabalhador individual, isolado para negociar com toda a classe patronal, pois não é uma negociação do trabalhador com um patrão, – o que já seria difícil – mas dele com toda a classe patronal. É uma política de destruição dos sindicatos. A direita quer transformar o Brasil numa grande senzala, com escravos sendo permanentemente chicoteados, e se não tiverem utilidade são deixados para morrer de fome e de doença. Nós não podemos aceitar essa política!

 

É preciso mobilizar os trabalhadores nas ruas

 

Se as organizações de esquerda, a CUT e outros sindicatos querem efetivamente tirar o Bolsonaro, o caminho é claro: vamos mobilizar os trabalhadores que estão sob o maior ataque dos últimos 40 anos, para derrubar o governo nas ruas, que é onde deve ser derrubado.

Mais uma coisa essencial e de grande importância a ser falada num ato de primeiro de maio: a nossa luta não é, por mais que tenha importância a luta parcial, apenas por reformas que procuram melhorar as condições políticas e de vida da classe trabalhadora. Nossa luta é pelo poder da classe operária, uma luta pelo socialismo. Isso, poderíamos dizer em qualquer ato do primeiro de maio, que é um dia de luta pelo socialismo, pelo governo dos trabalhadores da cidade e do campo.

 

Revolução proletária e a luta pelo governo operário

 

Mas temos que assinalar que o mundo todo, está ingressando numa etapa de catástrofe econômica, provavelmente semprecedentes, desde 1929, ou talvez até maior. Estamos no começo dessa situação, e o começo é o momento correto para se colocar a perspectiva que deve guiar a nossa ação política diante dessa crise. Devemos colocar o problema da luta dos trabalhadores numa perspectiva revolucionária. Temos que colocar que a catástrofe econômica coloca em pauta o problema da revolução proletária, o problema de esmagar a burguesia, a luta pelo governo operário contra a burguesia, por um governo sem patrões, por um governo apoiado na mobilização revolucionária dos trabalhadores. Essa ideia tem que ser parte integrante da nossa política do dia a dia nesse momento de crise.

Não adianta apenas falar que é preciso proteger o salário e o emprego, tudo o que nós temos sido os defensores mais consequentes. Mas temos que dizer que o capitalismo está falido e essa catástrofe é a demonstração dessa falência, temos que preparar os trabalhadores para uma solução revolucionária da crise. A hora é agora. Não quer dizer que essa revolução vai acontecer imediatamente, mas estamos ingressando num período que provavelmente será um grande período revolucionário.

A nossa política e a de todas as organizações de trabalhadores tem que se adaptar a essa nova situação. O reformismo, a democracia parlamentar e eleitoral não vão dar conta dessa situação catastrófica. É preciso um programa de reivindicações que leve da situação atual dos trabalhadores à unica solução real da crise que é o poder da classe operária derrotando integralmente a burguesia. Se os trabalhadores não tomarem o poder na próxima etapa, é a burguesia que vai lançá-los numa barbárie muito pior do que já estamos vivendo agora.

Por isso, companheiros, gostaria de encerrar minha fala dizendo o seguinte: é a hora da luta pelo governo operário e pelo socialismo. Essa é a nossa bandeira principal.”

 

Para assistir o ato completo do primeiro de maio da classe operária, acesse o vídeo na COTV.

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