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Mais um ataque à educação
Doria troca escolas por telas, agrada operadoras e EAD avança em SP
Com a desculpa da quarentena, acordos com grandes operadoras são fechados, para prosseguir com o desmonte da educação pública.
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Mais um ataque à educação
Doria troca escolas por telas, agrada operadoras e EAD avança em SP
Com a desculpa da quarentena, acordos com grandes operadoras são fechados, para prosseguir com o desmonte da educação pública.
João Doria.
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João Doria.

Com a suspensão das aulas desde o dia 23/03 no estado de São Paulo como uma das medidas da quarentena, pelo governador João Dória (PSDB), os estudantes da rede estadual terão suas aulas via EAD. Criado pelo governo, o Centro de Mídias da Educação de São Paulo, disponibilizará acesso gratuito às aulas e outros conteúdos pedagógicos durante o período da quarentena, etapa que o secretário da Educação Rossieli Soares chama de “fase 1”.

Todo esse programa tem sido noticiado com ares de sofisticação por parte da mídia, mas o que não tem sido colocado em pauta, é o ataque dessa direita golpista contra a educação, uma vez que EAD não é paliativo contra a pandemia, mas trata-se de um ataque ao calendário escolar que precisa ser suspenso.

Somando o oportunismo de João Dória, que como sempre, vê em todas as situações uma oportunidade de favorecer aos que sempre já são favorecidos: os grandes empresários. O governo de São Paulo, simplesmente tira dinheiro dos cofres públicos para as grandes operadoras de telefonia, porém, a notícia do fato é transmitida como se as operadoras estivessem imbuídas de toda a caridade do mundo: “As quatro maiores operadoras de telefonia – Claro, Vivo, Oi e Tim – firmaram contrato com o governo para oferecer acesso à internet gratuito”, que de gratuito no final das contas, não terá nada!

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Sem uma mobilização convocada pela vanguarda dos movimentos estudantis, os ataques da direita contra os estudantes crescerão. E esse é o momento que esses movimentos precisam se levantar, para se opor ao desmonte que a passos largos a direita realiza por anos no estado de São Paulo, encontrando ocasião até em uma grande crise mundial como a que enfrentamos hoje, para concretizar de vez seus planos mesquinhos.

 



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