Reprovação no EAD
Secretaria de Educação de SP quer reprovar alunos pobres que não cumpriram com o EAD
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Mãe procura ensinar os próprios filhos | Rone Carvalho
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Mãe procura ensinar os próprios filhos | Rone Carvalho

A Secretaria de Ensino do Estado de São Paulo divulgou no final do ano passado que 15% dos alunos da rede não entregaram nenhuma das atividades que foram passadas durante o período de ensino remoto, sugerindo que estes fossem reprovados. Segundo Rossieli Soares, secretário de educação do estado, aqueles alunos que entregaram alguma atividade mesmo que não cumprindo com todas as demandas, serão aprovados segundo a norma de aprovação automática.

 Os problemas dos alunos pobres começam já no acesso à internet para acompanhar às aulas, muitos não tem conexão suficientemente boa ou não tem aparelhos e lugares em casa adequados para estudar e conseguir os materiais. Em muitos casos se observa evasão escolar nas situações que os alunos precisam privilegiar um trabalho remunerado ao ensino formal.

O modelo de EAD, como já citado, é de longe uma alternativa adequada para suporte ao ensino. Ele na prática tem servido ao propósito de enxugar os custos de educação ao máximo ao demitir professores, cortar custos de merenda escolar, sucatear as unidades físicas das redes públicas e etc. Sequer foi provido aos alunos os meios para fazê-lo.

A reprovação provavelmente terá o efeito de desmoralizar mais os alunos em dificuldades e aumentar a evasão escolar, quanto àqueles que passaram de ano, o cumprimento das atividades de longe significa algum aprendizado de qualidade.

Secretaria de educação joga no colo dos professores a responsabilidade.

A Seduc ainda pediu aos professores que corressem atrás dos alunos que corriam risco de reprovar para evitar que isso acontecesse. É jogado no colo dos professores a responsabilidade para lidar inteiramente com um problema causado pela precariedade com que a educação vem sendo submetida de forma ainda mais contundente depois do golpe de estado.

Os professores e alunos não devem se submeter à destruição do ensino que vem ocorrido através do EAD e dos consecutivos ataques à educação pública, não deve se aceitar nada menos que a suspensão do ano letivo com reposição posterior do conteúdo. A categoria dos professores e os alunos devem lutar pela greve das escolas contra a volta ás aulas presenciais durante a pandemia, contra o EAD e contra o governo golpista da direita.

 

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