Doria, que deu ração de comida estragada para as crianças, acusa feira do MST de fraude e preocupação com a saúde dos consumidores

Sao Paulo's governor Doria talks with journalists a meeting with Brazil's President Bolsonaro at Planalto Palace in Brasilia

O governador golpista de São Paulo, João Doria, estabeleceu uma verdadeira campanha de perseguição política contra o MST ao proibir que o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra fizesse a sua feira livre no parque Água Branca em São Paulo. A feira, além dos produtos produzidos pelos pelos assentados, é um espaço de atividades culturais e políticas. No último ano, durante os dias 3 e 6 de maio, mais de 260 mil pessoas estiveram presentes na atividade, uma enorme quantidade, número que põe abaixo a tese de que São Paulo é a terra dos coxinhas.

Um dos argumentos utilizados por Doria para proibir a feira é a mentirosa preocupação com a saúde dos consumidores, com a fiscalização sanitária, etc. Um argumento farsesco para um direitista como Doria, que, quando era prefeito de São paulo, propôs dar ração, lixo processado, para as crianças da rede municipal de ensino.

Doria, tão preocupado com a saúde da população, cortou o leite das creches públicas, e racionou a merenda nas escolas municipais, impedindo que os alunos comessem duas vezes.

É preciso denunciar que o veto de Doria é um veto político, é parte da ofensiva da extrema-direita golpista contra os movimentos populares. É preciso impulsionar a luta pela realização e radicalização das ações do MST, bem como pela derrota de todos os golpistas