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A morte do jovem Lucas encontra-se sem explicação para a Prefeitura de São Paulo. A Eletropaulo diz que não tem nada com câmeras de vigilância, a CET diz que não autorizou a instalação da câmera, e a empresa contratada diz que só fala depois da perícia.

Tribunal de Contas do Município (TCM) disse não ter recebido, até esta quarta-feira (14), informações da Prefeitura de São Paulo sobre a contratação da empresa Dream Factory, responsável pela organização da infraestrutura do carnaval de rua, e da GWA Systems, que instalou câmeras de monitoramento. Segundo a gestão João Doria (PSDB), “a resposta só não foi protocolada nesta quarta-feira em razão da suspensão do expediente do órgão”. Ela acrescentou que o documento será entregue nesta quinta (15).

Os questionamentos foram feitos após a morte de Lucas Lacerda, de 22 anos, que foi eletrocutado ao encostar em um poste durante um bloco de carnaval no dia 4. A Polícia Civil decretou sigilo na investigação de sua morte.

Entre as perguntas, o TCM pede esclarecimentos sobre quem era o engenheiro responsável pela instalação das câmeras, qual era o padrão técnico para instalar as câmeras e ressalta que o edital exigia a apresentação de documentos que comprovassem a capacidade técnica para realizar as tarefas.

O poste no qual o folião se apoiou é usado para orientar a travessia de pedestres, mas, devido ao pré-carnaval, serviu de base para duas câmeras de segurança. A empresa Dream Factory, responsável pela infra-estrutura do carnaval de rua da capital, contratou a GWA Systems para a instalação das câmeras.

A Dream Factory contestou a versão da Prefeitura. “É evidente que todos os serviços foram autorizados. Se a Prefeitura não tivesse autorizado, as câmeras não teriam sido instaladas”, afirmou Marcelo Rocha Leal, advogado da empresa.

Por meio de nota, a Prefeitura informou que a Companhia de Engenharia de Tráfego está colaborando com a investigação da Polícia Civil e aguarda a conclusão da perícia sobre as causas do acidente. A CET esclarece que as câmeras instaladas no poste não pertencem à companhia e não recebeu nenhum pedido de autorização para a instalação delas.

O cidadão encontra-se refém de uma (falta) administração pública e não consegue se entender sobre quem manda onde. Isso decorre das terceirizações que já tomam conta das prefeituras brasileiras e que distribui os serviços, os recursos e as responsabilidades principalmente quando ocorre uma fatalidade.

Faz parte do desmonte do serviço público em busca do “estado mínimo”. Para o sistema neoliberal, quanto pior melhor, assim pode-se sucatear mais rápido e vender tudo para a iniciativa privada.

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