Menu da Rede

Paulinho da Força, funcionário dos capitalistas

Avenida Paulista

Doria escancara sua aliança com os bolsonaristas no 1º de maio

Governador entregou o dia mais tradicional de luta da classe operária para a extrema-direita

João Doria – Foto: Nacho Doce/Reuters

Publicidade

No primeiro de maio deste ano, a extrema-direita fascista, que defende as torturas da ditadura militar, o massacre do povo negro e os ataques aos sindicatos e ao movimento operário em geral, decidiu organizar o seu próprio ato. A extrema-direita nunca defendeu os trabalhadores, nem mesmo está muito interessada em fazer demagogia com isso: marcaram uma manifestação tão somente com o objetivo de provocar a esquerda, que há mais de um século celebra o primeiro de maio como um dia internacional de sua luta contra a burguesia.

O grupo que está chamando o ato de primeiro de maio da direita é chamado de “Dama de Ferro” — uma clara alusão à direitista Margareth Thatcher, uma das chefes de Estado que mais castigou os trabalhadores ingleses no último período. Seu nome, até os dias de hoje, é lembrado em qualquer debate sobre a política de terra arrasada conhecida sob a alcunha de “neoliberalismo”. E todo mundo sabe quem vai participar do ato: o único núcleo direitista que está mobilizado, os bolsonaristas.

A provocação não tem outro fim a não ser colocar os trabalhadores na defensiva e parte justamente de um problema político muito importante da atual etapa: a maioria das organizações da esquerda nacional se encontram totalmente paralisadas. Não fosse assim, a direita não ousaria colocar a cabeça para fora de casa no dia internacional de luta da classe operária. No entanto, ela não só está colocando a cabeça para fora de cabeça, como está conseguindo ir além.

Embora as direções das principais organizações estejam paralisadas, os setores mais conscientes, organizados em torno do Partido da Causa Operária e dos comitês de luta, estão convocando um ato de primeiro de maio classista e socialista, com a expectativa de milhares de pessoas. E como a extrema-direita é covarde, só fala grosso com quem é mais fraco que ela, a Dama de Ferro não está disposta a fazer um ato no mesmo lugar e no mesmo dia em que estarão os setores revoltados com o governo Bolsonaro. Por isso, foram para debaixo de um guarda-chuva que sempre está a sua disposição quando a polarização política aumenta: a direita nacional.

João Doria, outrora chamado de “civilizado” e “científico”, resolveu mobilizar todo o aparato que detém enquanto governador do Estado de São Paulo para impedir que a esquerda se manifeste na Avenida Paulista e, portanto, para deixar o caminho livre para a extrema-direita. Baseando-se em uma lei escrita por eles mesmos, Doria, a Polícia Militar e o Judiciário tucano afirmaram que quando a direita e a esquerda marcam um ato, quem marcar primeiro terá direito a usar o espaço, enquanto o outro será escorraçado pela polícia se ousar aparecer.

Esse é um critério, obviamente, burocrático e completamente antidemocrático. Afinal de contas, quem vai determinar quem marcou um ato primeiro? Evidentemente que o próprio Judiciário, que é de direita, deixando de lado aquilo que deveria ser de mais importante: o que é de fato de interesse do povo. Se o dia dos trabalhadores é dos milhões e milhões de trabalhadores, pouco importa se é as organizações dos trabalhadores que reivindicam a Avenida Paulista ou um grupinho de inimigos do povo, o que importa é o que o Judiciário decidiu.

A arbitrariedade do aparato tucano que controla o Estado de São Paulo deixa uma importante lição: aqueles que depositam suas esperanças em uma aliança com golpistas como João Doria irão quebrar a cara. É o caso, que se pese, das direções das maiores organizações da esquerda nacional, que não só se omitiram de sair às ruas, como convidaram o próprio João Doria para uma atividade virtual no dia dos trabalhadores!

Em contraste com a política da frente ampla com Doria e a direita, o PCO e os comitês de luta seguem na convocação do primeiro de maio, convocando os trabalhadores de todo o País. O ato acontecerá às 14h, na Praça da Sé.

A você que chegou até aqui,

agradecemos muito por depositar sua confiança no nosso jornalismo e aproveitamos para fazer um pequeno pedido.

O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

Diferentemente de outros portais, mesmo os progressistas, você não verá anúncios pagos aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos de maneira intransigente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Trabalhamos dia e noite para que o DCO cresça, se desenvolva e seja lido pelas amplas massas da população. A independência em relação à burguesia é condição para o sucesso desta empreitada. Mas o apoio financeiro daqueles que entendem a necessidade de uma imprensa vermelha, revolucionária e operária, também o é.  

Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com valores a partir R$ 20,00. Obrigado.

NA COTV

Com milhares nas ruas, Brasil terá frio recorde - Resumo do Dia nº 790 - 26/07/21

610 Visualizações 108 minutos Atrás

Watch Now

SitesPrincipais
24h a serviço dos trabalhadores

DCO

O jornal da classe operária
Sites Especiais
Blogues
Movimentos
Acabar com a escravidão de fato, não só em palavras
Cultura

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Quero saber mais antes de contribuir

 

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Quero saber mais antes de contribuir

 

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.