São Paulo
As autoridades sanitárias do governo de São Paulo, a serviço de João Doria (PSDB), distorcem os dados para tentar passar uma impressão de normalidade e justificar a reabertura
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(Brasília - DF, 23/04/2019) Audiência com Ernesto Araújo, Ministro de Estado das Relações Exteriores; Paulo Guedes, Ministro de Estado da Economia; Tarcísio Gomes de Freitas, Ministro de Estado da Infraestrutura; Osmar Terra, Ministro de Estado da Cidadania; Santos Cruz, Ministro-Chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República; João Doria, Governador do Estado de São Paulo; Henrique Meirelles, Secretário Estadual da Secretaria da Fazenda e Planejamento, e Antonio José Imbassahy da Silva, Secretário Especial e Chefe do Escritório do Governo do Estado de São Paulo em Brasília.
Credito: Marcos Corrêa/PR
Doria e Bolsonaro | Foto: Marcos Correa/PR

O secretário-executivo do Centro de Contingência do Coronavírus, João Gabbardo, afirmou que a capital paulista está em fase de declínio da pandemia, expresso na redução do número de mortes e internações.

A taxa de internação de leitos de UTI na capital, de acordo com dados informados por Gabbardo, está em 46,4%. Nos últimos três dias, a taxa caiu abaixo de 50%. A avaliação da situação da pandemia é compartilhada pelo secretário de Saúde, Jean Gorinchteyn, que aponta que o município entrou em uma fase de inflexão.

A média diária de óbitos está em 78. No mês de junho, considerado um dos mais críticos, a média diária chegou a se situar em 111.

As avaliações das autoridades estaduais são expressão da política do governador João Doria (PSDB). É muito evidente que o político neoliberal age para desinformar a população e distorcer os dados, de forma a passar a impressão de que a situação está se normalizando e justificar, portanto, a reabertura total das atividades econômicas e a volta às aulas nas redes públicas e privadas de ensino básico. Mais uma farsa do PSDB é desmontada, a de que sua equipe de governo é “técnica” e “científica”. Na realidade, os secretários obedecem às diretrizes políticas de Dória.

Este Diário já denunciou que os políticos tucanos, tanto Dória quanto Bruno Covas, realizaram mudanças na metodologia de contagem dos mortos, de forma a diluir os dados e impedir uma interpretação da realidade por parte do conjunto da população. A pandemia avança por todo o estado de São Paulo e nada é feito para proteger a população e organizá-la para o enfrentamento à doença.

Se em média morrem 78 pessoas por dia, a situação está longe de qualquer normalidade. Além disso, este dado já é em si subestimado, uma vez que já é de conhecimento público que há crônica subnotificação por todo o país.

Doria aplica uma política genocida, que em nada se diferencia da política de Jair Bolsonaro (ex-PSL, sem partido). A ideia é “deixar morrer quem tiver que morrer”. Em meio à pandemia que já vitimou mais de 100 mil pessoas e com o estado de São Paulo como um dos epicentros mundiais da doença, Doria atende às pressões da burguesia e dos bancos, preocupados com a falência generalizada das empresas e a queda nos lucros.

Desde o começo da pandemia, a população trabalhadora foi exposta à doença e à morte. Os governos burgueses não implementaram medidas reais para enfrentar a situação, e se preocuparam somente com demagogia na internet e na televisão.

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