Dono da Riachuelo chama MST de “terrorista” e mostra qual é a fonte do fascismo

naom_5aa180a268bf5

A burguesia não se cansa de dar mostras que se trata de uma escória social. Uma classe que sustenta seus luxos e benesses à custa do trabalho da classe operária. Para manter esses privilégios, lança mão de todas as instituições do Estado e dos seus executivos políticos. Esse é o caso de Flávio Rocha, dono da Riachuelo e pré-candidato à presidência da República pelo PRB.

Em uma entrevista à TV Folha, um dos órgãos de imprensa da burguesia no Brasil, fez questão de deixar claro seu fascismos e animosidade. Não teve vergonha nenhuma de mostrar o que verdadeiramente é: um político burguês que em tempos de crise mostra as garras do fascismo.

Classificou os movimentos sociais, que atuam sistematicamente na luta dos trabalhadores da cidade e do campo como o MTST e o MST, como “terroristas” e que devem ser criminalizados. Isso porque, em sua desqualificada opinião, acredita que os métodos de ocupações desses trabalhadores são violentos.

Já que não gosta de “violência”, não diz uma linha sequer sobre a violência policial, essa sim uma verdadeira máquina de guerra do Estado contra a população, negra, pobre e trabalhadora do País. Também não falou nada sobre os jagunços que assassinam friamente os trabalhadores da luta pela terra todos os dias.

Seus festival de horrores não parou por aí. Posicionou-se favoravelmente à redução da maioridade penal e da destruição dos serviços públicos. E também está encantado com a maturidade intelectual dos “meninos” do MBL. Só por essas pequenas considerações, entende-se porque a burguesia é uma escória acéfala, pois é mais difícil encontrar maturidade intelectual no MBL do que encontrar neurônios em um caroço de azeitona.

Essas candidaturas, como a de Flávio Rocha, demonstram a crise política da burguesia. Ao não encontrarem um candidato mais aceitável, apela para os executivos burgueses das grandes corporações, para destilar suas medidas de austeridade disfarçadas como princípio de gestão, como é o caso também de João Doria.

Não se pode ter ilusão com as eleições controladas pela burguesia e com candidatos como esse. As eleições presidenciais, se houverem, deve ser uma tribuna da esquerda para fazer a luta contra o golpe conclamando o povo às ruas pelas liberdades democráticas; contra a prisão de Lula e a intervenção militar no Rio de Janeiro e pela anulação do impeachment de Dilma Rousseff.