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Em pesquisa anunciada pelo Observatório do Futebol, do Centro Internacional de Estudos Esportivos (CIES), o Brasil é o maior exportador de jogadores do mundo
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Melhor fut (1)
De Friedenreich, Leônidas da Silva, Pelé, Zico, Romário, Ronaldos, Neymar, Brasil é melhor. | Reprodução: noangulo.com.br

Em estudo publicado no mês de novembro pelo Observatório do Futebol do Centro Internacional de Estudos Esportivos (CIES, em inglês), localizado na Suíça – sobre o número de jogadores estrangeiros atuando por clubes de futebol de outras regiões do globo – mais uma vez se manteve situação que ocorre há mais de 20 anos, pelo menos, no que se refere ao maior exportador de jogadores de futebol do mundo, o Brasil.

Ficou confirmado após extensa pesquisa, de vários investigadores, que chegaram a acompanhar mais de 120 ligas nacionais em diversos países, que o Brasil é a nação que mais exporta atletas. Atualmente são 1,2 mil “boleiros” em atividade em outros países. O levantamento foi bem aprofundado abarcando dados de clubes de segundas e terceiras divisões em alguns casos, de vários países.

Em 23 desses campeonatos internacionais os brasileiros são a nacionalidade estrangeira mais presente. Em termos de exportação de mão de obra do futebol, França e Argentina são os dois outros países com os maiores números.

A presença brasileira se dá em grande quantidade nos seguintes países: Portugal com 247 jogadores brasileiros, Japão 80, Espanha 57, Malta 49, Turquia 43, Itália 37, China 35, Emirados Árabes Unidos 30, Tailândia 27, Indonésia 25.

A maior presença brasileira se dá em Portugal. Apenas nas duas primeiras(e principais) divisões são 247 atletas brasileiros. A ligação histórica entre os países, os salários pagos em euro e a oportunidade de se iniciar no futebol europeu onde se fala português são os principais atrativos para atletas talentosos que não conseguem espaço ou salário digno no Brasil.

 

Atleta brasileiro, Renan no Gil Vicente de Portugal

Outro dado interessante é o número de jogadores brasileiros na Premier League. A Liga Inglesa é a mais milionária entre todas as ligas dos principais países europeus no futebol. Na liga mais rica do Mundo, o Brasil é o recordista em número de atletas nas principais equipes inglesas, veja a relação a seguir baseada no atual Campeonato Inglês, da temporada 2010/21:

  • 4 jogadores no Arsenal – David Luiz e Gabriel Magalhães (zagueiros), Willian (meia) e Gabriel Martinelli (atacante);
  • 3 jogadores no Chelsea – Thiago Silva (zagueiro), Emerson (lateral esquerdo) e Jorginho (volante);
  • 3 jogadores no Everton – Allan (volante), Bernard (meia) e Richarlison (atacante);
  • 3 jogadores no Manchester City – Éderson (goleiro), Fernandinho (volante) e Gabriel Jesus (atacante);
  • 3 também no Liverpool – Alisson (goleiro), Fabinho (volante) e Roberto Firmino (atacante);
  • 2 jogadores no Aston Villa – David Luiz (volante) e Wesley Moraes (atacante);
  • 1 jogador no Bringhton & Hove Albion – Bernardo Júnior (lateral esquerdo;
  • 1 no New Castle – Joeliton (volante);
  • 1 no Tottenham – Lucas Moura(atacante);
  • 1 atleta no West Bromwich – Matheus Pereira (atacante);
  • 1 no West Ham – Felipe Anderson (meia);

Outro fato interessantíssimo de se notar é que assim como o ex-técnico flamenguista, o português Jorge Jesus, observou há uma semana atrás, os brasileiros são tão melhores que os ingleses, que 5 dos principais clubes ingleses (Arsenal, Chelsea, Everton, Manchester City, Liverpool) contam cada um com 3 ou mais craques brasileiros. Exemplo contundente da diferença de qualidade e da arte brasileira. Os principais países europeus tem muito dinheiro, mas pouca qualidade. Logo, como na Inglaterra, são obrigados a recorrer ao pé de obra brasileiro.

Jogador brasileiro, Vinicius Lozano na Noruega, treinando há 3° graus abaixo de zero.

Apesar disso, o futebol brasileiro segue sob o constante assédio financeiro internacional. Ao mesmo tempo em que a imprensa capitalista brasileira e estrangeira no país continuam seu trabalho de sapa na desvalorização do futebol “brazuka”. O que completa o interesse capitalista internacional, pois com a campanha desvalorizante, os craques são vendidos abaixo do valor para os capitalistas internacionais.

O valor agregado dos jogadores brasileiros é incontestável e também é resultado da produção da cultura nacional. O futebol brasileiro vai muito além de um lazer. No Brasil, o esporte é um dos maiores patrimônios culturais do povo, por sua inovação, popularidade e contribuição para o desenvolvimento do futebol a nível mundial.

Os brasileiros são os inventores do drible, em especial os negros e a classe operária do Brasil, assim sendo os responsáveis por tornar este esporte, que inicialmente era limitado à burguesia e setores ricos da classe média, o mais popular do mundo.

O alto valor agregado de mercado, está colocado desde o início da década de 20 e 30 do século passado, quando aderindo ao esporte da burguesia, operários e a população pobre no geral começaram a formar seus próprios times e disputar contra os times das classes altas no início do século XX.

Naturalmente, a arbitragem favorecia os ricos. Faltas contra os jogadores dos times populares não eram marcadas e outras deslealdades eram cometidas, com mais ênfase na violência contra os jogadores negros. Para conseguir jogar, os negros tiveram de se virar em campo, e ao mesmo tempo em que tinham que fugir das “porradas” dos jogadores brancos, tinham que criar jogadas na busca do objetivo do jogo, o gol, este fato que permitiu o desenvolvimento do drible.

Contra a dureza do futebol branco e europeu, surgia o futebol-arte, com gingado, dos brasileiros, que será desenvolvido posteriormente pelos grandes nomes do futebol nacional: Arthur Friedenreich, Leônidas, o diamante negro; Garrincha; Didi; Nilton Santos; Pelé; Rivelino; Zico, Romário, Rivaldo, Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho, Neymar, G. Jesus e assim segue uma lista interminável de jogadores.

Foi essa cultura altamente desenvolvida que permitiu ao Brasil ser o principal gerador mundial de craques até nos dias mais atuais. Hoje muitos jogadores brasileiros de talento notório costumam sair daqui antes mesmo de gerarem uma certa identificação com os torcedores, algo que poderia valorizar seus passes e até mesmo gerar uma maior receita aos clubes.

Além disso, diferentemente de estrelas europeias questionáveis – que ganham notoriedade apenas por terem jogado em algum clube grande da Europa – os brasileiros são vendidos e se promovem exclusivamente pelo seu futebol.

Apesar da dificuldade bem maior, oriunda da falta de estrutura e do assédio imperialista ao futebol nacional, os brasileiros são a principal riqueza cobiçada pelos capitalistas do futebol, o que comprova que o País, mesmo com toda a campanha a favor do “futebol moderno”, tem o melhor futebol do mundo, fruto da torcida popular e trabalhadora, da alegria do povo e da sua presença nas ruas, nas quadras e nos campos de futebol pelo país afora.

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