Domingo Sangrento
Em 1887 aconteciam intensas manifestações no Reino Unido. O desemprego, os conflitos agrários, e a repressão governamental levou milhares de trabalhadores às ruas
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P. 37 in 'xêP. 37 in 'The History of the TUC 1968-1868'.
gravura do The Illustrated London New para ilustrar o acontecimento |

No dia 13 de novembro de 1887, a Praça Trafalgar foi palco de uma enorme manifestação operária e campesina contra o governo britânico. A repressão policial desmedida foi tamanha que o evento ficou conhecido como Domingo Sangrento.

A Grande Depressão de 1873 e 1896 (também conhecido como Longa Depressão para não confundir com  depressão da década de 30 do século seguinte) assolava o Reino Unido. Na Irlanda, o encarecimento do aluguel das terras culminou numa intensa brigas entre os camponeses e trabalhadores do campo contra os latifundiários, e posteriormente numa fome generalizada em 1879. Para proteger os donos de terra do conflito, o parlamento implementou uma lei de “proteção das pessoas e da propriedade” em 1881, que permitia o encarceramento de qualquer pessoa suspeita de participar desses conflitos agrários. Essa lei fez parte de uma série de lei criadas entre 1801 e 1922, na tentativa de controlar os levantes na Irlanda.

A crise agrária gerou uma série de imigrações para as cidades inglesas, o campesinato que não podia mais pagar pelas terras ou simplesmente não achavam mais trabalho no campo foram às fábricas em busca de trabalho.

A efervescência dos acontecimentos engendrou uma enorme manifestação no Praça Trafalgar, em Londres, contra o desemprego, as leis coercitivas do governo britânico e pela libertação de William O’Brien, um parlamentar irlandês e jornalista editor do Irland United envolvido na agitação do campesinato na briga contra os latifundiários. O ato foi organizado sobretudo pela social-democracia inglesa e pelo movimento nacionalista irlandês. Elizabeth Reynolds, John Burns, William Morris, Annie Besant e Robert Cunninghame-Graham, eram os principais líderes da Federação Social Democrata envolvidos.

A polarização era tamanha que um membro da burguesia londrina, James Compton Merryweather, chefe na Merryweather & Sons, uma das principais empresas no ramo de motores a vapor, ofereceu emprestar uma máquina de capacidade de 1514 litros por minuto, para reprimir os manifestantes.

A cavalaria e a infantaria da polícia usaram sabres, baionetas e cassetetes para a repressão, enquanto os trabalhadores apenas bastões e pedaços de pau para se defender. Foi um massacre generalizado, estudos conservadores estimam que foram 400 detidos e 75 pessoas gravemente feridas.

 

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