Doméstica é condenada a pagar R$ 10 mil por filmar médicos: é isso o que a esquerda promove quando defende a censura
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Doméstica é condenada a pagar R$ 10 mil por filmar médicos: é isso o que a esquerda promove quando defende a censura
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“Não entro e tenho medo de escrever qualquer coisa lá”, essa é conclusão a que chegou, referindo-se a manifestação do pensamento nas redes sociais (Facebook), Vera Lúcia Lopes, de 49 anos, uma empregada doméstica condenada pelo crime de manifestar sua opinião.

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS) condenou Verá Lúcia, que recebe R$ 1000 reais de salário, a indenizar um médico por danos morais em R$ 10 mil reais, ou seja, 10 meses de seu trabalho. O “crime” de Vera foi o de denunciar o descaso da saúde pública.

A trabalhadora doméstica postou um foto criticando profissionais de saúde de uma UPA (unidade de pronto atendimento) de Campo Grande, capital do Estado. Na foto aparecem dois médicos conversando enquanto os pacientes esperam atendimento. Na reação da foto, que exibia os médicos papeando e uma paciente acamada, postada no Facebook aparecia: “Vera Lucia Lopes está se sentindo exausta em UPA”. Logo abaixo o comentário da trabalhadora: “Por isso que as UPAs não funcionam. Enquanto os pacientes padecem, os médicos ficam batendo papos”. A trabalhadora apenas e singelamente exerceu o seu direito sagrado, como cidadã, de se expressar publicamente e de maneira crítica sobre um determinado serviço público.

Contudo, as bestas da censura e da perseguição, que foram libertas com o apoio de setores de esquerda sob a “boa intenção” de combater ofensas e o ódio, saltaram sob a doméstica.  O médico, que foi questionado por outros pacientes, se sentiu ofendido com a opinião da trabalhadora e a processou. Diante do fato concreto que expressa a foto, o médico afirmou que na verdade estava tirando dúvidas de um medica novata.  

O antro do arbítrio, da perseguição, da opressão contra a população pobre e negra tomou para si,com aparente apoio popular, mascarado pelo apoio da esquerda, a tão “nobre” tarefa de eliminar a liberdade de expressão do povo, se auto-fazendo sensores absolutos, acima do direito direito fundamental do povo, isso supostamente em nome da defesa da honra, da moral, da paz etc. Evidentemente, que é também um engodo, trata-se na verdade do aprofundamento da política de repressão dos golpistas contra a população.

A juíza do caso, Edi de Fatima Dalla Porto Franco, conectada com essa política, a condenou e afirmou em seu despacho: “ o conteúdo extrapolou de modo grave e reprovável o direito de livre manifestação do pensamento” e ainda: “Fixo em R$ 10.000, 00 para compensá-lo dos danos morais, inclusive para desestimular a ré a reiterar a prática deste ato ilícito”. Vera Lúcia, que não possui recursos nem para pagar o indenização e para contratar advogado, recorrerá à defensoria pública.

O arbítrio e o autoritarismo que revelam este caso são espantosos.  Dá ao juiz a prerrogativa de condenar alguém sob a base de sua opinião subjetiva. Pelo fato dessa juíza (ou o judiciário) achar que a opinião de uma cidadã ofendeu a moral de outro, condenaram-na, e como o judiciário sempre favorece os poderosos, os capitalistas, os golpistas, podemos dizer que a classe trabalhadora será condenada antes mesmo de se expressar.

Primeiro suprimiram a liberdade de expressão de um cidadã brasileira, condenando-a por um crime de opinião, inexistente na legislação, e impondo uma multa  absurda como pena, ou seja, a condenação vai muito além da punição a trabalhadora, trata-se da tentativa de censura prévia a expressão do pensamento pela população, mostrando o resultado desta manifestação e for de encontro com os interesses dos de cima.

Essa condenação arbitrária e ilegal é um crime contra o povo brasileiro. É o precedente que abre mais um meio para o judiciário perseguir a população pobre e negra em especial. É preciso defender a liberdade de expressão, direito básico do povo. Ninguém pode ser perseguido pelo Estado por manifestar sua opinião.