Dois terços dos russos lamentam o fim da União Soviética, 27 anos depois de seu colapso

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Da redação – Às vésperas de completar 27 anos do fim da União Soviética, dois terços dos cidadãos russos expressam lamentação sobre o colapso da primeira república socialista da história.

Pesquisa divulgada hoje (19) pelo Instituto Levada da Rússia mostra que 66% dos russos afirmaram que lamentam o desmoronamento da União Soviética em 1991, maior percentual desde 2004.

Ano passado, 58% dos russos haviam dado a mesma resposta à pesquisa, o que demonstra um crescimento do sentimento de nostalgia dos tempos soviéticos, quando não havia desemprego e a todos os cidadãos eram oferecidos serviços básicos de maneira gratuita, como saúde, educação e moradia.

Ainda segundo a pesquisa, 52% dos entrevistados disseram que lamentam principalmente a destruição do “sistema econômico único”, no qual a desigualdade social era pequena e todos tinham uma vida minimamente digna.

Com o colapso da URSS, após décadas de intensa pressão militar, econômica e política sofrida do imperialismo, a Rússia e as outras 14 repúblicas que formavam o país caíram em uma imensa crise econômica que devastou a economia nacional em benefício das aves de rapina do imperialismo.

Os índices de desemprego, consumo de drogas, mortalidade infantil, suicídio, prostituição, miséria, fome, etc. elevaram-se espantosamente na década de 1990, com a aplicação da chamada “terapia de choque” neoliberal. Os russos, até hoje, têm pesadelos quando lembram dessa época, da qual a Rússia ainda não conseguiu se recuperar.