Dois pesos duas medidas: ministro irlandês expulsa embaixador russo e se encontra com fascistas israelenses

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O ministro das Relações Exteriores e vice-primeiro-ministro da Irlanda, Simon Coveney está sendo acusado de hipocrisia na imprensa internacional por não ter expulsado o embaixador de Israel depois do massacre na Faixa de Gaza ontem (14). A ação abertamente fascista de Israel matou 60 palestinos. Apesar de o ministro ter mandado um diplomata russo para casa por causa do caso Skripal, sem provas, as medidas são outras neste caso.

A acusação vem pelo fato de o ministro ter dado uma declaração em Gaza, na segunda-feira, dizendo que todos “temos uma responsabilidade política para tentar reduzir as tensões e proteger os manifestantes desarmados”.  Ele disse ainda estar “seriamente preocupado com o uso da força desproporcional à ameaça”. Porém, não se alinhou ao ataque imperialista contra a Rússia na expulsão sem provas.

Tweet de Simon Coveney:

O ministro expulsou um diplomata russo em março, após a Grã-Bretanha alegar que a Rússia estava por trás do envenenamento do agente duplo Sergei Skripal e sua filha Yulia em Salisbury, Inglaterra. A decisão enfrentou reação de muitos na Irlanda, que alegaram que foi uma medida precipitada, feita antes de qualquer evidência ser apresentada. Agora, políticos e ativistas da oposição estão questionando por que a mesma atitude não é aplicada sobre a situação das 60 pessoas assassinadas e outras milhares feridas pelas forças israelenses.

A líder do Sinn Fein, Mary Lou McDonald, declarou que as ações de Coveney devem ser no sentido de que o embaixador israelense na Irlanda seja expulso. “Eu sei que o vice-primeiro ministro convocou o embaixador israelense – na verdade, o vice-primeiro-ministro deveria estar enviando o embaixador israelense para casa. O Estado irlandês agora precisa se lembrar de nossa missão diplomática de Israel”, disse ela.

Uma campanha do Ireland Palestine Solidarity Campaign (IPSC) também está pedindo a expulsão diplomática. “Este é o único dia mais letal para os palestinos nos territórios ocupados em quatro anos”, disse o presidente nacional da IPSC, Fatin Al Tamimi. “O embaixador do apartheid e sua equipe devem ser expulsos, e o embaixador irlandês em Tel Aviv lembrou, assim como a África do Sul fez.”

Nas redes, os irlandeses através das mídias sociais chamaram Coveney de ter uma abordagem diferente em seu tratamento ao diplomata russo, sugerindo que o governo irlandês está feliz em seguir as ordens do imperialismo da Grã-Bretanha, mas não agirá em “crimes contra a humanidade”.