Genocídio
Em plena reserva Yanomami, dois jovens são assassinados por garimpeiros ilegais
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Garota Yanomami | Sam Valadi

Original Yanomami, de 24 anos, e Marcos Arokona, 20, foram mortos no dia 12/06, na comunidade Maloca do Macuxi, região do rio Parima, município de Alto Alegre, em Roraima. Quem relatou essas mortes foi o presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena Yanomami e Ye’kuana (Condisi-Y), Júnior Hekuari Yanomami.

As vítimas estavam em um grupo de cinco indígenas na floresta em plena Terra Yanomami, quando se depararam com dois garimpeiros próximos a uma pista clandestina para pouso de helicóptero.

“Os garimpeiros, ao verem eles, atiraram e acertaram um. O grupo correu no meio da floresta, houve perseguição, e o outro indígena também foi atingido”, disse Júnior Yanomami.

O Condisi-Y foi informado do conflito apenas em 23/06, e por rádio. O Conselho, acompanhado de equipes da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e da Polícia Federal, foram à região na quarta para apurar o caso e retornaram em 26/06.

Em nota, a Funai informou que está ciente da denúncia e disse que “segue acompanhando o caso.” O Exército, mesmo tendo sido informado pelo Ministério Público Federal de Roraima, até 26/06 dizia não ter informações sobre o ocorrido.

A Terra Yanomami tem quase 10 milhões de hectares entre os estados de Roraima e Amazonas, sendo a maior reserva do Brasil, onde vivem cerca de 27 mil indígenas, e sofre com a cobiça de garimpeiros que invadem a área em busca de ouro.

Desde o ano de 1500 os habitantes originais do território que hoje se chama Brasil nunca viveram em paz com os brancos. Tréguas temporárias sim, mas paz definitiva nunca.

Isso não nos impede de analisar se algum governo foi mais ou menos responsável pelo extermínio desses povos. Se focarmos no período após a Segunda Guerra Mundial, destaca-se a ditadura militar iniciada em 1964, que conseguiu, segundo a Comissão da Verdade, matar mais de 8300 índios. Como se já não fosse absurdo o número de mais de 400 desaparecidos por motivos políticos.

O governo do presidente ilegítimo Jair Bolsonaro, uma figura grotesca que sempre defendeu a ditadura militar justamente pelo que há de pior nela, ou seja, a tortura, também sempre foi contra as políticas de proteção aos índios e sempre defendeu o fim das demarcações de mais terras para esses povos e a exploração econômica das riquezas que existem nas reservas atuais, o que contraria a lei.

Mas o fascista Bolsonaro não fica apenas no falatório. Ele transferiu logo no começo de seu governo o setor de demarcação de terras da FUNAI do Ministério da Justiça para o da Agricultura, comandando pela ruralista Tereza Cristina, o que significa deixar a raposa cuidando do galinheiro.

Isso tudo explica porque o número de assassinatos de índios aumentou no governo Bolsonaro. Os garimpeiros e latifundiários nunca deram trégua nas invasões e violências contra essas populações, mas tendo um governo como o atual facilita muito as coisas para esses assassinos.

As ações práticas tomadas por este governo no sentido de exterminar os índios e favorecer o capital ávido de sugar as riquezas naturais de suas terras é algo absurdo, nos mesmos moldes do que fez a ditadura militar, e talvez até pior.

Como inimigo de todo o povo brasileiro, é urgente que o governo Bolsonaro seja derrubado pela mobilização popular. Apenas isso poderá evitar que mais um genocídio que já está ocorrendo alcance dimensões inimagináveis.

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