Dois anos de golpe já resultou em 10 mil demissões nos Correios

Sede_da_ECT,_2006-07-29

Recentemente, o presidente golpista dos Correios, o general Juares Aparecido de Paula Cunha anunciou que a empresa planeja demitir mais 20 mil trabalhadores dos 105 mil atuais e chegar a marca ideal de 85 mil funcionários.

O general golpista que recebeu o “bastão” do golpista anterior, para assumir a presidência da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos), apenas está dando continuidade a política dos golpistas de destruição dos Correios no Brasil, afim de favorecer os interesses capitalistas dos tubarões do mercado postal no mundo, como DHL, UPS e FEDEX.

Em 2016, quando houve o golpe no governo do Brasil, através do impeachment do governo de Dilma Rousseff do PT, os Correios possuía 115 mil trabalhadores diretos,  um ano após o golpe, em 2017, sob a presidência do  golpista Guilherme Campos do PSD (Partido Social Democrata), os Correios reduziu em 7 mil o número de trabalhadores, e depois seu sucessor, Carlos Fortner demitiu mais 3 mil, chegando hoje nos 105 mil trabalhadores.

O general golpista, que assumiu a presidência na onda do golpe fascista de Jair Bolsonaro, em seu discurso de posse no edifício sede dos Correios em Brasília, declarou da boca pra fora ser contra a privatização dos Correios, no entanto, mostra ser cínico e mentiroso,  pois na prática aplica a mesma política da destruição da empresa, atacando em primeiro lugar os trabalhadores, com demissões.

Além disso, o general já avisou que vai perseguir os trabalhadores que estão doentes na ECT, através de um monitoramento coercitivo aos médicos que atendem os trabalhadores doentes e os afastam por problemas de saúde.

Somente a luta contra o golpe pode impedir as demissões e a entrega dos Correios por esses golpistas através da privatização dos Correios. Por comitês de luta contra o golpe dentro dos Correios, Pelo Fora Bolsonaro e todos os golpistas, eleições gerais e liberdade para Lula.