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Dos 12,8 milhões de desempregados que são registrados oficialmente no Brasil hoje – número que nem de longe expressa o quadro real da situação dos desempregados -, 64,3% são negros, segundo os dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio), divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Esse percentual é o equivalente a 8,2 milhões de brasileiros, o que significa dizer que dois em cada três desempregados do país são negros (os autodeclarados pretos ou pardos).

Os dados divulgados são uma pequena amostra da situação dos negros no Brasil, que só piora e tende a piorar ainda mais, com a implementação progressiva da política neoliberal da direita golpista.

A comunidade negra, além de ser o alvo preferencial dos tiros, dos “enquadros”, das arbitrariedades e da repressão geral do Estado burguês, além de ser o “hóspede” quase exclusivo do sistema carcerário brasileiro, também se encontra na pior das situações do ponto de vista da economia: está sempre entre as mais afetadas pelo desemprego, pelos salários de fome, pelos trabalhos precários, pelos ataques patronais etc.

Um dos setores mais explorados historicamente no país, o povo negro, com a ofensiva golpista e a ascensão do fascismo bolsonarista, encontra-se ameaçado de ser jogado a uma condição similar à dos tempos da escravidão.

Contra a política de fome da direita fascisa, é necessário lutar pelo fim do governo de Jair Bolsonaro, um verdadeiro inimigo do povo, e pela liberdade de Lula, alternativa política que canaliza no momento a revolta operária e popular que está por vir.