Cinema e Ditadura
Documentário ‘Narciso em férias’, sobre a prisão de Caetano Veloso durante a ditadura militar no Brasil será exibido fora de competição no 77º Festival de Veneza.
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Caetano Veloso: É que Narciso acha feio o que não é espelho. | Foto: reprodução pensador.com

“Eu tinha que comer ali no chão mesmo. Isso durou uma semana, mas pareceu uma eternidade. Eu comecei a achar que a vida era aquilo ali. Só aquilo. E que a lembrança do apartamento, dos shows, da vida lá fora era uma espécie de sonho que eu tinha tido. Me lembro muito de uma frase que o Rogério Duarte me disse logo que eu fui solto: ‘Quando a gente é preso, é preso para sempre’. Acho que é assim mesmo.” Conta o músico em cena de ‘Narciso em Férias’, selecionado para o Festival de Veneza, sobre a sua prisão em 1968 na ditadura militar aqui no Brasil. Relembrando da noite como ele e Gilberto Gil foram retirados de suas casas em São Paulo por agentes à paisana da ditadura militar, poucos dias depois do AI-5 ser decretado Os dois foram levados ao Rio de Janeiro, deixados em duas solitárias por uma semana, depois transferidos para celas, onde permaneceram encarcerados por 54 dias.

O longa será exibido fora de competição no 77º Festival de Veneza, não concorrendo ao Leão de Ouro, mas fazendo parte de uma seleção de mais de 50 filmes de países ao redor do mundo, incluindo obras de cineastas como Orson Welles, Kiyoshi Kurosawa, Chloé Zhao, Gia Coppola e Abel Ferrara, sendo o único título brasileiro na lista do evento. Escrito e dirigido por Renato Terra (“Uma Noite em 67”) e Ricardo Calil (“Cine Marrocos”), com a produção de Paula Lavigne e da VideoFilmes, de Walter Salles e João Moreira Salles.  O Festival de Veneza está marcado para ocorrer entre os dias 2 e 12 de setembro, na Itália.

A perseguição a artistas na ditadura militar não é por menos, pois sendo um regime para oprimir o trabalhador e defender a alta burguesia, qualquer manifestação artística é uma ameaça ao sistema capitalista, sendo a arte uma expressão das angústias que a sociedade sofre desde de que existe opressão, mostrando o verdadeiro horror que a ditadura tinha de qualquer tipo de manifestações artísticas que pudessem amassar o sistema. Até mesmo o grupo Tropicalistas, que nem eram a parte mais politizada da MPB, foram presos mesmo assim, revelando o grau de brutalidade dos militares no poder.

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