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Literatura

Documentário conta a vida do escritor Gabriel García Márquez

Um dos mais importantes escritores da América Latina e o mais importante do movimento do realismo fantástico é homenageado em longa-metragem

Tempo de Leitura: 3 Minutos

Gabriel García Márquez, também conhecido por Gabo, nobel da Literatura. – Foto: Reprodução.

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Escritor, jornalista, ativista e político. Um dos mais importantes escritores da América Latina e o mais importante do movimento do realismo fantástico, Gabriel Garcia Marquez, ganhou um documentário contando sua vida e trajetória artística. Segundo o diretor do longa, Justin Webster, ”Gabo: a Criação de Gabriel García Márquez” é ”uma tentativa de entender a estranha história do menino nascido na pobreza de um lugarejo colombiano e que se torna um gênio da literatura.”

Crescendo ouvindo histórias de guerra do avô e as narrativas místicas da avó, com dificuldades financeiras, foram estas as bases da construção de sua literatura extremamente prestigiada tanto pela crítica quanto pelo público, que é homenageada pela proposta do diretor em colher depoimentos entre contemporâneos, amigos, ex-mulheres e conhecidos do escritor. De acordo com ele, são traços de uma trajetória acidenta e multifacetada.

Vida e Obra

Gabriel García Márquez, também conhecido por Gabo, nasceu em 6 de março de 1927, na cidade de Aracataca, Colômbia, filho de Gabriel Eligio García e de Luisa Santiaga Márquez, que tiveram ao todo onze filhos. Logo depois que García Márquez nasceu, seu pai se tornou um farmacêutico.

Estudou em Barranquilla e no Liceu Nacional de Zipaquirá. Em 1947 muda-se para Bogotá para estudar direito e ciências políticas na universidade nacional da Colômbia, mas abandonou antes da graduação. Em 1948 vai para Cartagena das Índias, Colômbia, e começa seu trabalho como jornalista.

Com mais de 40 milhões de livros vendidos em 36 idiomas, foi laureado com o Prémio Internacional Neustadt de Literatura em 1972, e o Nobel de Literatura de 1982 pelo conjunto de sua obra que, entre outros livros, inclui o aclamado Cem Anos de Solidão.

Durante o IV Congresso Internacional da Língua Espanhola, realizado em Cartagena, na Colômbia, em março de 2007, Cem Anos de Solidão foi considerada a segunda obra mais importante de toda a literatura hispânica, ficando apenas atrás de Dom Quixote de la Mancha. Utilizando o estilo conhecido como realismo mágico e do romance histórico, Cem Anos de Solidão cativou milhões de leitores e ainda atrai milhares de fãs à literatura constante de Gabriel García Márquez.

Em Amor em tempos de cólera, de 1985, o prestigiado escritor colombiano uniu a história real de seus pais com as histórias locais que ouviu de moradores, como a epidemia de cólera que assolou a localidade na época. Recebeu uma adaptação aos cinemas em 2017 com a espetacular atriz brasileira Fernanda Montenegro no elenco.

Morreu em 17 de abril de 2014 na Cidade do México, vítima de uma pneumonia, pouco mais de um mês após completar 87 anos. O autor lutava contra a reincidência de um câncer que atingia seus pulmões, gânglios e fígado. Em 1999, ele já tinha conseguido superar um câncer linfático.

O que foi o realismo fantástico ou realismo mágico

O realismo fantástico, também chamado de realismo mágico ou realismo maravilhoso, passou a fazer parte do panorama da literatura hispano-americana ao final da década de 1947, por meio do escritor venezuelano Arturo Uslar Pietri, no ensaio El cuento venezolano.

No prefácio do romance El reino de este mundo, o cubano Alejo Carpentier define aquilo que chamou de “real maravilloso”, algo semelhante ao realismo mágico. Foi em uma viagem ao Haiti, país vitimado por inúmeras misérias, que Carpentier percebeu a verdadeira essência do hispano-americano. O Haiti era dominado pelo medo aos mortos-vivos. Foi ali que surgiu o termo “zumbi”, um motivo da religião vodu para designar os “desmortos”. Nesse ambiente em que contrastavam o real e o maravilhoso, é que Carpentier percebeu como o hispano-americano conseguia lidar com as suas misérias.

Acobertado por um mundo de sombras, de paisagens deslumbrantes e misteriosas, o homem dali podia suportar as injustiças e o jugo da exploração. Vivia em uma espécie de transe proporcionado pela religião, pela coca e pela bebida.

O realismo mágico, por sua vez, destacou-se nas décadas de 1960 e 1970, com figuras como Miguel Ángel Asturias, Juan Rulfo, Carlos Fuentes e Isabel Allende. Um caso diferente é o de Jorge Luis Borges, cujos contos se enquadram à categoria de literatura fantástica.

Documentário reconstrói trajetória ”acidentada e multifacetada”

A produção que passa por vários países como Colômbia, Cuba, França, México, Espanha para procurar responder uma simples pergunta: “Como é que um menino de uma pequena cidade na costa do Caribe tornou-se um escritor que ganhou os corações de milhões de pessoas?”

Entre os entrevistados do filme estão escritores colombianos, como Maria Jimena Duzan e Juan Gabriel Vasquez, o biógrafo do escritor, Gerald Martin, sua agente literária, Carmen Balcells, e os ex-presidentes da Colômbia e dos EUA, César Gaviria e Bill Clinton.

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