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A CEMIG foi colocada no alvo das privatizações pelo governador Romeu Zema (NOVO). Em entrevista ao Jornal Hoje em Dia, da última segunda-feira (17), seguindo a mesma linha da política golpista.

A empresa deve ser privatizada no ano que vem, em 2020, como contrapartida ao estado a adesão ao Regime de Recuperação Fiscal junto ao governo federal, devido a crise econômica de Minas Gerais.

Na realidade, tanto a crise econômica do estado de Minas Gerais, quanto a crise de produtividade da estatal de energia são consequências diretas da politica de boicote do governo golpista a fim de justificar o próprio processo de privatização, o ataque aos serviços sociais e, por fim, a politica de destruição nacional impetrada pelo imperialismo.

É fato que a crise da estatal decorre dos boicotes a sua produtividade, com diversas das usinas trabalhando a produtividade reduzida, seja pela falta de manutenção dos equipamentos, seja pelo quadro reduzido de funcionários.

Na entrevista, Zema caluniou a empresa: “Posso passar uma lista enorme de empresas que há anos solicitaram mais carga elétrica porque queriam ampliar a produção e não foram atendidas. Também há empreendimentos imobiliários que ficaram meses aguardando ligação elétrica da CEMIG para serem construídos ou habitados”.

A Cemig é a maior empresa integrada do setor de energia elétrica do País, com mais de 530 mil quilômetros de linhas de distribuição e uma capacidade instalada de 5,5 GW. Ou seja, essa é mais uma das situações em que uma empresa de importância central para a sociedade e com enorme infraestrutura instalada segue para a linha das privatizações a revelia da população e dos trabalhadores, respondendo unicamente aos interesses do capital internacional.

Nos útimos dois meses houve um recrudescimento na política de corte de luz no estado de minas gerais. Com menos de dois meses de atraso na conta, a energia já é cortada e só é reestabelecida após comprovado o pagamento da conta. Essa deve ser mais uma das formas de indispor a população em relação a CEMIG, que acaba ganhando o ônus de uma politica do próprio oficial do próprio governo.

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