Ditadura: golpistas, os donos da verdade, decidem que tem candidatos sérios e “fakes”

Prédio do TSE

O Jornal o Estado de São Paulo, um dos expoentes da imprensa golpista, deu a dica do que pode vir a ser mais um capítulo do TSE na perseguição aos partidos políticos no país.

Segundo levantamento feito pelo Estadão/Broadcast 35% do candidatos aos diferentes cargos na presente eleição na apresentaram movimentação de contas junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), conforme estabelecido pelas regras eleitorais. Diante desse quadro, o advogado e ex-ministro do TSE Henrique Neves aventou a hipótese de que pode se suspeitar que se tratam de “candidaturas laranjas”, que teriam sido lançadas apenas para cumprir cotas, como o caso das mulheres.

Obviamente que a declaração do ex-ministro vai muito além dessa simples explicação. Recentemente jornalistas da Rede Globo de Santa Catarina acusaram o candidato do PCO ao governo daquele Estado, Ângelo Castro, de “fake” por discutir em sua campanha temas nacionais, em particular o eixo da campanha do PCO em torno da luta contra o golpe, pela liberdade de Lula e naquele momento por Lula presidente e não os temas locais, a velha demagogia de todas as eleições.

O TSE, no entanto, não deveria ter o direito de decidir sobre o que é uma candidatura verdadeira ou não. De acordo com a Constituição, os partidos são órgãos da cidadania, ou seja, privados, eles devem escolher os candidatos que quiserem, e o povo eleger os candidatos que quiser, isso é a democracia.

Quando um tribunal decide quais o que é sério ou não, na eleição, quando o Estado começa a controlar os partidos e não o inverso, é uma ditadura.