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Brasil, São Paulo, SP. 14/10/1968. Policial observa manifestação do Movimento Estudantil contra a censura imposta pela ditadura militar, meses antes da aprovação do AI-5 (Ato Institucional Nº5), que concedia poderes absolutos ao presidente durante o regime militar. - Crédito:ARQUIVO/AGÊNCIA ESTADO/AE/Codigo imagem:31227
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Muitas pessoas acreditam na campanha feita pela imprensa burguesa de que “na época da ditadura era melhor e não tinha violência”. Trata-se de uma afirmação extraordinariamente falsa, pois foi um período em que o imperialismo norte americano avançou para o Brasil para tomar as suas riquezas, e para isso, montou um esquema de repressão e truculência contra o menor sinal de resistência.

Nas últimas semanas, vários mitos sobre a ditadura militar caíram por terra. Um deles é de que o ex ditador Ernesto Geisel teria sido um dos elementos mais moderados dentre os militares que usurparam a presidência da República. Foram divulgados documentos de que Geisel continuou autorizando a matança organizada contra a esquerda.

Para isso, os militares brasileiros contaram com todo um apoio de inteligência dos norte americanos. Tinham seus próprios órgãos de espionagem e estimulavam a formação de outros por todo o País. É o caso que se verifica na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que tinha sua espionagem organizada para a repressão de alunos, professores e funcionários.

Essa denúncia foi feita pela Comissão da Memória e Verdade da UFSC, que investigou as ações de repressão na universidade entre os anos de 1964 a 1988. Em 1972, foi criado o órgão de Assessoria de Segurança e Informação (ASI) para aumentar o controle, fiscalização e repressão de alunos, funcionários e professores. Essas afirmações eram repassadas para instituições de repressão do estado de Santa Catarina e para o governo federal.

O relatório publicado pela Comissão diz o seguinte: “ficou comprovado que o papel de espionagem, denúncia, censura, repressão e controle ideológico foi assumido em determinados períodos pela própria administração da UFSC através de membros desta ou do próprio Reitor, em consonância com os comandos militares e policiais”.

É importante destacar que, na atualidade, a mesma burguesia imperialista norte americana colocou para o horizonte brasileiro mais um golpe militar. E pelos mesmos motivos que incentivaram o de 1964, ou seja, o de assalto às riquezas nacionais. O Rio de Janeiro, que já está debaixo das botas dos militares, é um laboratório a céu aberto para a necessidade de terem que estender o golpe militar para outros estados e até para a nação toda.

Para evitar a repetição dessa tragédia em território brasileiro, é preciso derrotar de vez o golpe de Estado, que é a condição política que preparatória para um golpe militar. A luta, com greve geral por tempo indeterminado, deve ser nas ruas e pela anulação do impeachment de Dilma, pela liberdade para Lula e pelo fim da intervenção militar no Rio de Janeiro.

 

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