Ditadura: Lula é um preso político e Moro o deixou incomunicável

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A prisão do ex-presidente Lula revela a verdadeira ditadura que se instaura cada vez mais sob o país. Após todo o processo arbitrário contra Lula, no qual nenhum direito foi respeitado pelo judiciário, como, por exemplo, o direito de presunção de inocência, onde a constituição foi rasgada na integra pelo STF com a autorização da prisão em segunda instância, o judiciário agora aprofunda ainda mais a tortura contra o ex-presidente.

Nesta última terça-feira, 10 de abril, 9 governadores foram proibidos por meio de uma liminar expedida pelo juiz Sérgio Moro, de visitar o ex-presidente Lula na sede da Polícia Federal em Curitiba. O governador do Maranhão, Flávio Dino, do PCdoB, relembrou o artigo 41 da Lei de Execução Penal, o qual concede o direito ao preso de receber visitas do conjugue, da companheira de parentes e amigos.

Trata-se, portanto, de mais uma ilegalidade, mais uma arbitrariedade por parte da justiça. Apesar da campanha cínica da direita de que Lula, mesmo na cadeia, teria privilégios e regalias, o que ocorre na realidade é uma verdadeira tortura contra o ex-presidente. Não satisfeita com a prisão da maior liderança política do país, os golpistas buscam deixar Lula incomunicável, sem contato com ninguém em uma espécie de solitária, uma masmorra nos porões da Polícia Federal.

É preciso denunciar amplamente essa completa arbitrariedade. Mas, mais do que isso, é necessário ocupar Curitiba, com caravanas de todo o país. Aumentar em cem vezes a pressão popular contra os golpistas e impulsionar, na capital paranaense e em todos os locais do país, a luta pela liberdade de Lula, formar comitês de luta contra o golpe e derrotar por meio da mobilização popular o golpe de estado.