Imperialismo italiano
Battisti inicou uma greve de fome no cárcere onde se encontra, denunciando a perseguição política que vem sofrendo há décadas e caracterizou a tortura como vingança do Estado
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Italian former communist militant Cesare Battisti (L), wanted in Rome for four murders attributed to a far-left group in the 1970s, is escorted by Italian Police officers after stepping off a plane coming from Bolivia and chartered by Italian authorities, after landing at Ciampino airport in Rome on January 14, 2019. - Former communist militant Cesare Battisti landed in Rome on January 14 after an international police squad tracked the Italian down and arrested him in Bolivia, ending almost four decades on the run. (Photo by Alberto PIZZOLI / AFP)
O escritor vem sendo vítima de um fascismo de Estado no seu país de origem | Foto: Reprodução

Nesta semana o preso político do imperialismo italiano Cesare Battisti iniciou uma greve de fome contra seu cárcere arbitrário. Segundo a imprensa burguesa, que fez campanha pela extradição de Battisti, o prisioneiro do imperialismo está em greve de fome há três dias. Desde que ele retornou, sem motivo algum, a um isolamento absoluto, sem direito a banho de sol. Isto é, o escritor está sendo torturado na prisão. Battisti denuncia  o Estado italiano de vingança e o acusa de tê-lo sequestrado.

Essa situação de Battisti perdura há um ano e oito meses, onde ele está sendo sistematicamente torturado pelo imperialismo. “1968 na Itália durou 15 anos. A guerra das instituições contra mim foi externada com a segregação dos atos, o isolamento forçado e ilegítimo e com uma classificação retroativa de 41 anos. Essa é a vingança do Estado, vingança contra mim na distância de mais de 40 anos de contradições sociais” disse Battisti em nota através de seu advogado. “o Estado quer me sacrificar por uma justiça que não existe”, complementa.

Battisti, apesar da tortura, se mostra muito lúcido em relação ao seu processo fraudulento. O escritor está sendo acusado de participar de um agrupamento de esquerda em uma época que a Itália passava por um período praticamente de Guerra Civil, com a bancarrota do fascismo após a morte de Mussolini e a tentativa forçosa de mudar o regime fascista para um de tipo “democrático” por meio de um pacto por cima. O que houve foi que o pacto por cima não contém a violência fascista contra as organizações e membros da esquerda. Diante dessa ofensiva fascista, Cesare é julgado por participar do combate ao fascismo. Destacando alguns assassinatos que, de fato, nunca foi provado que ele participou.

Cesare buscou exílio na França, até ser encurralado pelo imperialismo francês, depois de passar pelo México se estabeleceu anonimamente no Brasil, sendo descoberto e preso em 2007 pelas polícias brasileira e francesa. Posteriormente recebeu o status de refugiado político pelo governo do presidente Lula após muito polêmica, inclusive com o governo italiano. Após o golpe de 2016 houve uma reviravolta total na sua situação. Depois de diversas tentativas de Temer de extraditar Cesare ilegalmente, não conseguindo por motivos de uma profunda crise política, seu sucessor Jair Bolsonaro caçou de maneira criminosa e ilegal o veto presidencial de Lula e jogou Battisti nas mãos dos fascistas italianos.

Antes de ser pego, Battisti conseguiu fugir do Brasil em busca de um novo exílio político. Quando foi interditado pelo governo boliviano, na época ainda o de Evo Morales, que em uma capitulação gigantesca extraditou Cesare da Bolívia para Itália, entregando-o nas mãos de seus torturadores. “O sequestro começou em 12 de janeiro na Bolívia [onde foi preso e extraditado para a Itália] e continua hoje na ilha da Sardenha”, relembra o escritor.

A prisão de Cessare Battisti é uma prova clara de que o imperialismo não está em oposição ao fascismo, muito pelo contrário. Pelo menos quatro países estiveram envolvidos até chegar a sua prisão. É, sem dúvidas, uma retaliação e uma mensagem a todo movimento operário italiano e mundial, de que se rebelar contra o imperialismo e seus cães de guarda raivosos pode levar a muitas consequências. O caso Battisti é uma atentado contra toda esquerda e o movimento operário e deve ser encarado e denunciado como tal.

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