Governo admite espionagem
Após reunião com parlamentares, André Mendonça, Ministro da Justiça, admite que há relatório e não vê problema em sua continuidade.
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André Mendonça, ministro da Justiça que está por trás de dossiê de perseguição política. | Pedro Ladeira/Folhapress

Após ter causado grande repercussão na imprensa, o dossiê organizado pelo governo ilegítimo de Jair Bolsonaro, instrumento de monitoramento e perseguição política da oposição, teve mais detalhes revelados, agora por parte do próprio ministro da Justiça, André Mendonça.

Aos parlamentares que participam da Comissão Mista de Controle de Atividades de Inteligência, o ministro informou que de fato existe um relatório, produzido pelo Governo Federal, que monitora a ação de 579 professores e policiais, identificados como “antifascistas”.

O ministro ainda informa que recebeu pela primeira vez o relatório no dia 9 de julho, após denuncia da própria imprensa burguesa. Contudo, como era de se esperar, controlou as informações repassadas e se ateve a dizer que “Se houvesse qualquer tentativa de levantar dados para fins ilícitos ou indevidos não fazia uma divulgação dessa manta“, baseado no fato de que “o relatório está registrado, tem número e está dentro do sistema”.

Ainda na tentativa de encobertar o dossiê, que para o mesmo “não existe”, o ministro informa ser “apenas” um relatório, semelhante aos produzidos pela Justiça na área de inteligência a partir de 2013, coincidentemente, o ano que iniciou-se com mais força, a política golpista.

De maneira cínica, Mendonça coloca que nunca monitorou a oposição com “viés investigativo, punitivo ou persecutório penal”, sendo todos estes documentos “dotados de sigilo, com acesso restrito” o que supostamente seria responsável por impedir da uma verdadeira perseguição política.

Segundo reportagens, o Ministério produziu um relatório que continha nomes, fotografias, endereços eletrônicos e um aparato de monitoramento das atividades realizadas por estas pessoas.

Contudo, curiosamente, mesmo após estas informações o ministro resolveu demitir o diretor de Inteligência da Seopi (Secretaria de Operações Integradas), coronel do Exército Gilson Libório de Oliveira Mendes, que seria responsável justamente por organizar o dossiê, que de acordo com o ministro não existiria, contra os opositores do governo.

Na carta que anunciava o afastamento do coronel, André Mendonça expõe que a medida é consequência da apuração dos “fatos relacionados à Diretoria de Inteligência da Secretaria de Operações Integradas (SEOPI), conforme amplamente divulgado na imprensa”.

Ou seja, na prática, Mendonça buscou, com muito contorcionismo, esquivar-se de todas as claras acusações de perseguição política feitas contra o governo, mesmo que por fim admiti-se a mesma em suas ações.

Esse relatório demonstra que a espionagem política será tocada de forma mais organizada e estruturada. É uma ação totalmente ilegal contra o povo brasileiro.

Por fim, estas novas informações comprovam o fato de que no Brasil existe um enorme aprofundamento da ditadura e que uma possível onda ainda maior de perseguição política está por vir, caso o governo Bolsonaro e o golpe, não sejam derrotados.

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