Ditadura: em ação fascista, Moraes ordena a censura de redes sociais e busca e apreensão nas casas de quem criticar o STF

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Da redação – Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal realizou, na manhã desta terça-feira (16), mandado de busca e apreensão na casa de sete pessoas no Distrito Federal, Goiás e São Paulo. O motivo: terem criticado a Corte nas redes sociais.

O mandado emitido pelo ministro tucano (ex-secretário de Segurança Pública de Geraldo Alckmin em São Paulo) determinou, além do bloqueio das redes sociais das vítimas da operação, a apreensão de computadores, tablets, celulares e outros objetos eletrônicos que fossem encontrados nas residências.

Algumas das postagens das redes sociais dos cidadãos que estão sendo perseguidos são tão inofensivas como a frase “o STF soltou até traficante” ou a que se que “é tão desanimador o fato de tantos brasileiros ficarem alheios ao que a quadrilha STF vem fazendo contra a nação”. Esses comentários, que deveriam estar no âmbito do direito de livre expressão de qualquer cidadão, foram considerados por Moraes como “propaganda com o objetivo de alteração da ordem política e social”.

Trata-se de uma ação abertamente ditatorial e de caráter fascista, assim como a própria desculpa arrumada pelo ministro, típica daquelas encontradas pelos órgãos da ditadura militar para reprimir qualquer tipo de oposição ou qualquer movimento minimamente independente da população.

Esse avanço do STF, particularmente de Moraes e do presidente da Casa, ministro marionete de militares, Dias Toffoli, contra as chamadas notícias falsas, é um sério e brutal atentado à liberdade de expressão e configura uma ameaça aos mais elementares direitos democráticos da população. Revela, também, mais uma vez, a ditadura aberta que foi estabelecida pelo poder judiciário no Brasil em meio ao golpe de Estado (desde o julgamento do Mensalão, em 2012, passando pela Operação Lava Jato, até a prisão de Lula).

Está inserido em um contexto ainda mais amplo de ataques contra o povo provenientes dos golpistas e da extrema-direita, que demonstram, mais uma vez, seu desejo e necessidade de impor uma ditadura de estilo fascista no Brasil.

Por isso, a esquerda não deve apoiar a censura contra seus inimigos, como ocorreu com os casos recentes envolvendo o humorista sem graça Danilo Gentili ou o jornal bolsonarista O Antagonista. A censura contra eles, além de ser totalmente arbitrária e persecutória, é apenas a ponta do iceberg do que está se apresentando contra toda a população, particularmente contra a esquerda. É preciso ter em mente que, sempre que o Estado burguês ataca a direita, está, na verdade, se preparando para atacar, com ainda mais força, a esquerda e as organizações operárias.

O ataque contra a liberdade de expressão, sob a cobertura do “combate às fake news“, se não sofrer resistência e não for denunciado, acabará, antes cedo do que tarde, atingindo em cheio os setores democráticos que denunciam o autoritarismo e o caráter antidemocrático do Judiciário, dentre eles os portais de esquerda, que estão na linha de frente da luta contra a prisão ilegal de Lula e todas as atrocidades cometidas pelos golpistas, tendo o STF entre seus principais agentes.