Ditadura do judiciário: Gleisi é impedida de ser advogada de Lula

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 Da redação – Nessa quinta-feira (30), a juíza de execução Carolina Lebbos, responsável pela pena do ex-presidente Lula, decidiu que a presidenta do Partido dos Trabalhadores (PT) e senadora, Gleisi Hoffman, não poderá mais atuar como advogada de Luis Inácio Lula da Silva. Com isso, ela fica impedida de visitar o ex-presidente como tal, resumindo-se a ocupar o horário de “visitas sociais” das tardes de quinta-feira. O golpe do judiciário também se estendeu ao tesoureiro do PT, Emídio de Souza, incluso no caso por Gleisi, e deve atingir Fernando Haddad e o deputado federal Wadih Damous, também advogados no caso.

Para justificar o golpe, Lebbos utilizou-se de brecha na lei que proibe o exercício da advocacia de membros do legislativo em casos que envolvem empresas de capitais mistos. Como a Petrobrás entrou como assistente de acusação na farça do Triplex, a juíza golpista aproveitou e usou o fato como pretexto.

“Nem a ditadura militar proibiu advogados de se encontrarem com presos políticos q representavam.” comentou indignada Glesi Hoffmann em seu Twitter.

Segundo nota veiculada no sítio junto com a manifestação da senadora, “a proibição reproduz mais um episódio de perseguição a Lula, restringindo seus direitos fundamentais, e demonstra a tentativa de isolar o ex-presidente de seus companheiros”.

Emídio de Souza também classificou a decisão como “mais um capítulo da perseguição” a Lula. “Não se pode cercear o advogado na defesa de seus clientes. Vamos recorrer”, disse.

Os golpistas farão de tudo para boicotar a candidatura de Lula. Não é possível, pois, acreditar em qualquer ganho popular por meio do judiciário. É preciso ir para as ruas lutar contra o golpe, pela Liberdade de Lula e por Lula Presidente.