Ditadura do Egito emenda Constituição para deixar Al Sisi no poder até 2030

EGYPT-FRANCE-DIPLOMACY

Da redação – Hoje termina um “referendo popular” no Egito para emendar a Constituição e mudar as regras sobre a duração do mandato presidencial e sobre a possibilidade do ditador Abdul Fatah Al-Sisi candidatar-se novamente. Al Sisi foi “eleito” em 2018 para um mandato de quatro anos, e governaria até 2022.

As emendas constitucionais alteram esse quadro, os mandatos presidenciais passariam a ser de seis anos, de modo que Al Sisi poderia ficar até 2024. Além disso, uma “regra de transição” permitiria que ele se candidatasse uma terceira vez em 2024, podendo ficar no poder até 2030, pelo menos (caso não haja uma nova mudança que permita que Al-Sisi fique ainda mais tempo no poder).

Al-Sisi foi uma figura central do golpe de 2014, que derrubou o governo de Muhamed Morsi, da irmandade Muçulmana. Na época, ele era Marechal, e renunciou ao cargo para ocupar o cargo de presidente. As “eleições” para colocá-lo na presidência com um mandado “legítimo” duraram três dias, para tentar garantir uma participação menos vergonhosa em um processo eleitoral organizado para dar a vitória ao ditador.

O referendo para esticar os mandatos de Al-Sisi está seguindo o mesmo padrão. As urnas ficaram abertas desde domingo (21). Foram três dias de votação, com oferecimento de transporte e comida para eleitores irem dizer “sim” às mudanças. Além dessas manobras, os monopólios capitalistas das comunicações fizeram uma intensa campanha a favor das emendas.

Como no resto do mundo, a direita golpista composta de capachos do imperialismo realiza uma votação fraudulenta e farsesca para dar “legitimidade” à ditadura direitista e entreguista.