Dirigentes do PCO prestam apoio ao povo venezuelano na embaixada em Brasília

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Dirigentes do Partido da Causa Operária visitaram a Embaixada da Venezuela em Brasília na manhã dessa terça (12), onde transmitiu o apoio do PCO à luta do povo e do governo venezuelanos contra a ameaça imperialista liderada pelos Estados Unidos, em curso em todo o continente latino-americano. O grupo foi recebido pelo Encarregado de Negócios Freddy Efrain Meregote Flores. O diplomata substitui o embaixador Alberto Efraín Castellar Padilla, chamado de volta a seu país pelo presidente Nicolás Maduro em 2016, quando do impeachment fraudulento que derrubou a presidente Dilma Rousseff.

Os dirigentes do PCO reafirmaram o apoio incondicional do Partido a qualquer país que defenda sua soberania frente aos ataques do Imperialismo, sobretudo o governo chavista da República Bolivariana da Venezuela, ponta de lança dos regimes de esquerda na América Latina desde o final da década de 1990. Foram entregues exemplares de publicações do PCO em que invariavelmente constam peças com palavras de ordem de apoio ao regime de Nicolás Maduro e contra o golpe imperialista. O Partido mantém a campanha desde 2017, quando as ofensivas do imperialismo ao governo venezuelano se tornaram mais claras – na ocasião, o PCO igualmente oficializara seu apoio em visita à Embaixada da Venezuela. Juntamente com Fora Bolsonaro e todos os golpistas e Liberdade para Lula.

Flores fez uma breve leitura de conjuntura, agradecendo pela solidariedade não apenas ao PCO mas ao povo brasileiro em geral que, conforme o diplomata afirmou perceber nas ruas, apoia o regime de Maduro e o povo venezuelano. Os golpistas sofreram contundente derrota no dia 23 de fevereiro, após a qual nem sequer setores da burguesia local apoiam o político neófito Juan Guaidó, que se autoproclamara presidente da Venezuela em janeiro, com o apoio de diversas potências centrais a serviço do Imperialismo – sobretudo os Estados Unidos. Na ocasião, os países apoiadores do golpe, inclusive o Brasil, haviam programado uma invasão as fronteiras do país com caminhões que supostamente continham “ajuda humanitária”. Segundo o diplomata, o alto grau de conscientização da população, bem como um certo grau de regulação das concessões de televisão e outros órgãos de imprensa, esvaziou os atos programados por grupos fascista nas fronteiras do país.

Ponderou então que as vicissitudes hoje sofridas pelos venezuelanos não são fruto de uma crise interna, mas sim de um continuado boicote econômico promovido, mais uma vez, principalmente pelos norte-americanos. Os prejuízos à economia nacional são da ordem de 33 bilhões, enquanto a “ajuda humanitária” é de somente 20 milhões. Flores convidou a classe trabalhadora de todos os países a pressionar seus governantes contra o bloqueio comercial.

O governo de Maduro já havia feito um acordo com os setores mais tradicionais da oposição no início de 2018, quando o Imperialismo recusou sua validade, voltando a fomentar grupos direitistas como o partido de Guaidó, o Vontade Popular. O parlamentar autoproclamado porém não tem base política real nem trajetória política. Assim como os coxinhas do Movimento Brasil Livre no Brasil, Guaidó é uma personalidade fabricada num movimento artificial financiado pelo Imperialismo para promover a desestabilização do regime. Nessa espécie de militância direitista prévia, ele tornou-se conhecido por exibir as nádegas em protesto nas ruas juntamente com seus correligionários.

A assimetria de forças políticas é tal que Guaidó e o Imperialismo tentaram a derrubada de Maduro pela Organização dos Estados Americanos (OEA) e pela Organização das Nações Unidas (ONU), sem sucesso. Flores ressalta que as Forças Armadas Venezuelanas são muito bem organizadas, e contam com um corpo complementar de milícias populares totalizando mais de dois milhões de combatentes em potencial. Em todo caso, afirmou que todos os esforços vêm sendo envidados no sentido de promover a paz no país e evitar de todas as maneiras um confronto armado. O diplomata arremata: “A Venezuela está de pé e em paz”.