Diretora do sindicato dos banc
A campanha a favor da caça às bruxas no caso Robinho avança entre sindicalistas
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caça as bruxas
Mulheres na Fogueira - Idade Média | Foto :reprodução

Como ex-diretor do sindicato dos bancários de Brasília e militante do PCO tomei conhecimento na sexta-feira, 23/10, de um debate travado em uma rede social composta diretores dessa entidade iniciado a partir da postagem de um companheiro de partido e diretor da entidade sobre o caso “Robinho”.

A discussão em si poderia passar como mais uma das muitas que os militantes do Partido tem feito nos últimos dias desde o momento em que se posicionou a respeito do caso e não seria motivo de coluna da minha parte, não fosse o fato de que foi levantada a proposta de uma censura ao PCO dentro do sindicato.

Aqui, o objetivo não é entrar no mérito do debate. Primeiro porque a posição do partido está fartamente colocada por este Diário, pela da TV 24 horas do Partido, a CO TV, incluindo o programa Análise Política da Semana, realizado no dia de ontem, com o presidente do Partido,  Rui Costa Pimenta, que, por  pelo menos duas horas de programa entre explanação e resposta a perguntas dos participantes tratou do tema, que também tem sido objeto de debate com o companheiro Rui em suas participações semanais da TV 247 e DCM. Fica aqui a sugestão para que as pessoas que venham a ler esta coluna assistam. Trata-se de um debate muito esclarecedor.

https://www.youtube.com/watch?v=Z_uLaRHx5zM

Quero salientar, ainda, que a matéria que foi motivo de discussão na rede social dos diretores do sindicato,  https://www.causaoperaria.org.br/para-os-inquisidores-acusado-ja-e-culpado/ trata da defesa dos direitos democráticos da população, entre eles o de ser considerado inocente até a instância final de julgamento que vai condenar ou reafirmar a inocência do réu. Isso é uma questão de princípio para o PCO e deveria ser, também para toda a esquerda.

Em tempos de decadência absoluta do capitalismo, a burguesia outrora revolucionária, busca cada vez mais impor uma ditadura contra os povos, retrocedendo, inclusive naquilo que foi uma conquista da humanidade impulsionada pela sua própria luta contra o regime bárbaro da idade média. 

A burguesia brasileira é exemplar dessa condição. Pelo menos 40% da população carcerária brasileira com  mais de 800 mil presos, em sua quase totalidade de pessoas que saíram dos extratos mais baixos da classe operária, não tem condenação definitiva. Uma boa parte sequer tem condenação em primeira instância, são presos provisórios. 

O País que foi vítima de um golpe de Estado em 2016 teve a primeira mulher presidente eleita derrubada sem crime. Teve ainda, Lula, o principal líder popular perseguido e encarcerado em uma das mais grotescas fraudes de nossa história e tudo isso feito em nome do suposto combate à corrupção.

De uma hora para outra, cidadãos comuns que viviam suas vidas pacatas com suas famílias passaram a destilar um ódio, a bater no peito em uma cruzada moralizadora exigindo a execração de Lula “o corrupto” em praça pública. Nunca é demais lembrar que uma boa parte da esquerda embarcou nessa campanha que foi toda orquestrada pelo imperialismo norte-americano, pela grande burguesia nacional, seus partidos e suas instituições.

O caso Robinho se insere em ações desse tipo patrocinadas pela direita. Aqui não se trata de defender a pessoa Robinho, mas do direito que tem de ter um julgamento justo e até que haja o julgamento final, o cidadão Robinho tem direito à presunção de inocência. Um dos aspectos da campanha de histeria é o de transformar as pessoas em juízes, juízes que de antemão condenam o réu e isso ocorre em todas as situações que são do interesse da burguesia.

É por isso que a esquerda para não entrar no clima de histeria patrocinada com evidentes interesses direitistas ou deveríamos supor que a Rede Globo, os grandes meios de comunicação, a ministra Damares transformaram-se em empresas e pessoas preocupadas com a condição da mulher na sociedade que elas mesmos barbarizam?

Voltando ao caso do debate ocorrido entre alguns diretores do Sindicato em uma rede social. Não tratou-se de um debate de verdade, mas uma indignação histérica de alguns diretores contra o PCO. “Defender estuprador”, “relativização do estupro”, “texto horrível” “partido da causa opressora”, “sofisma absurdo”, “misoginia”, entre outras pérolas dignas do mais baixo escalão de uma campanha de calúnia.

Em nenhum momento se entrou no mérito da matéria. Uma das técnicas da histeria consiste justamente em abstrair o problema de conjunto e ficar que nem o cidadão comum capturado pela campanha da anti corrupção e passar a destilar um ódio descomunal contra a pessoa Robinho, o PCO que “defende” Robinho, pois o vídeo é a prova, portanto que todos queimem nos quintos do inferno.

No meio de uma explosão de indignação uma das diretoras defendeu “uma moção de repúdio ao posicionamento do  PCO dentro dessa  diretoria” e conclamou outros participantes a fazerem o mesmo. Isso é grave. Quero até acreditar que tenha sido um rompante inconsequente da companheira, mas quero deixar claro que se trata  de defender a criminalização de uma opinião política. Tal posicionamento faz coro com o que há de mais reacionário no regime político de exceção que está em voga no País e isso sim, é contrário a toda aos interesses dos trabalhadores, dos seus sindicatos e da esquerda em geral.

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