Diretor da Unesp de Araraquara
O diretor da Unesp de Araraquara concedeu uma entrevista recentemente a um jornal de direita para atacar alunos, o que resultou em um pedido de perseguição a esses alunos
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Moradia Unesp Araraquara
Moradia Unesp Araraquara | Foto: Reprodução

O diretor da Unesp de Araraquara, Cláudio Cesar de Paiva, concedeu recentemente uma entrevista a um jornal conservador de direita de Araraquara, o jornal “RCIA – Revista do Comércio, Indústria e Agronegócio”, atacando os alunos residentes da Moradia da Unesp de Araraquara e sua organização e gestão.

A matéria que por si já era um grande ataque aos estudantes, já que o diretor anunciou que irá utilizar dados passados de boa fé para perseguir alunos ditos “irregulares”, se tornou nessa terça-feira, dia 16, um pedido de ataque por parte da polícia e da prefeitura aos alunos que lá residem, em um programa online do editorial da mesma RCIA para a qual o diretor concedeu uma entrevista.

No vídeo, o apresentador do jornal compara o caso dos alunos para atacar a prefeitura de Edinho Silva – PT, dizendo que há dois pesos e duas medidas no caso dos alunos da Unesp e no caso de uma mulher bolsonarista que foi retirada a força pela polícia enquanto estava na praça.

É importante ressaltar que a própria prefeitura do PT deu margem para que isso acontecesse, pois, como já foi dito por esse diário, utilizar as forças de repressão para reprimir os bolsonaristas -sendo que em sua maioria esmagadora as forças de repressão são bolsonaristas- da a margem para que isso seja utilizado por essas forças de repressão para atacar a população mais pobre. Nesse caso, ao permitir que a mulher bolsonarista que estava na praça fosse reprimida pela polícia, o governo Edinho abriu o caminho para que agora os bolsonaristas e a imprensa fascista peça o mesmo para os estudantes da Unesp.

Outro ato da prefeitura que contribui para toda essa situação é o fato de que a secretária de saúde da prefeitura de Edinho, Eliana Honainm também tenha atacado os estudantes, dizendo que “onde era para dormir 2, dormem 5” e que a maioria dos estudantes ali são ilegais, o que são duas mentiras gigantescas por parte da secretária de saúde de uma prefeitura de esquerda.

Não dá para dizer que a atitude do diretor da universidade tenha sido impensada e inocente, já que o pedido dos dados dos alunos que se encontravam na moradia naquele momento era completamente desnecessário e, como aponta o próprio diretor na entrevista dada, esses dados vão ser utilizados para perseguir os alunos.

Essa entrevista ainda vem em um momento de escalada da extrema direita no Brasil e em um momento em que um militante de extrema direita famoso da cidade prometeu “esmagar a esquerda” da cidade.

Somente a mobilização dos estudantes da Moradia e da Unesp vai poder barrar a tentativa do diretor de perseguir os estudantes, como já aconteceu no passado. É preciso que os alunos lutem por uma gestão própria da Moradia e dos auxílios estudantis distribuídos pela universidade, além de se mobilizarem pelo Fora Bolsonaro, para barrar a escalada da extrema direita fascista no país e dar fim ao golpe de estado de 2016.

 

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