Frente ampla
Não há uma crítica verdadeira a possíveis erros para ajudar a construir a candidatura, e sim ataques da ala que que tenta submeter o PT a seus próprios interesses
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Humberto Costa abraçado com Jarbas Vasconcelos, Luciana Santos e Paulo Câmara | Foto: Reprodução

A candidatura de Marília Arraes (PT) à prefeitura do Recife, que é alvo de toda a direita golpista, vem sofrendo ataques também pela esquerda, vindos da ala direita do Partido dos Trabalhadores em Pernambuco, comandada por Humberto Costa (PT) e que sempre foi contrária à candidatura própria do partido na cidade porque defende a frente ampla com os golpistas do PSB. Desta vez, Marília vem sofrendo “críticas” por não usar as cores e símbolos tradicionais do PT.

O fato de que a candidata petista substituiu os símbolos do PT é o resultado de uma política errada e desastrosa, que é a de tentar conseguir o apoio de setores mais direitistas. Marília Arraes conta com o apoio de dois partidos golpistas — PTC e PMB —, entre outras figuras direitistas do próprio partido. Essa política de capitulação não poderá levar a outro resultado que um desânimo e uma desmoralização diante de todo o movimento de luta contra o golpe. No entanto, o que chama a atenção nesse caso é que as críticas não partem dos setores mais combativos do PT. Partem, cinicamente, dos setores mais reacionários, que não só escondem os símbolos do partido, como verdadeiramente defendem outro partido.

Não por acaso estas críticas vêm justamente de alguns dos capachos de Humberto Costa, como João da Costa (PT) e Oscar Barreto (PT), que querem que o PT se curve aos interesses do PSB apenas para manterem ou conseguirem cargos.  A intenção por trás destas criticas contra Marília logo se revelam como um ataque rasteiro de setores do PT à candidatura do próprio PT em defesa de “acordos” com partidos golpistas.

Em um vídeo, João da Costa, que foi prefeito do Recife com o apoio do PSB no governo do estado de Pernambuco,  chamou Marilia Arraes de oportunista por usar a cor branca e um coração como símbolo de campanha. O mesmo João da Costa foi à uma rádio em abril deste ano, após a decisão final de lançar Marília candidata, para dizer que a aliança de ‘grupo do PT ‘com PSB permanece, atitude no mínimo antipartidária para quem se diz defensor do ferrenho do Partido dos Trabalhadores.

Quanto a Oscar Barreto (PT) a situação é ainda mais baixa, Oscar herdou dos anos de “aliança” do PT com o PSB em Pernambuco, e também por mérito de sua subserviência aos golpistas, o cargo de secretário de saneamento da prefeitura do Recife, que no momento está nas mãos do PSB. Foi este tão “dedicado” petista que acusou Marilia de não estar levando a luta política do partido. Veja sua declaração em uma rádio na última semana:

“Depois tem o símbolo e a cor. Se não não colocar o símbolo e não colocar a cor, boa parte da militância não vai para essa campanha. Não pode esconder a política, não pode esconder o símbolo, não pode esconder a cor. A militância não vai para uma campanha que não tenha conteúdo político, não tenha o símbolo”

A militância citada por Oscar, bem como a base petista mais lulista por sua vez apoiam a candidatura de Marília e travam uma verdadeira batalha pela candidatura própria em Pernambuco desde 2018 quando a candidatura de Marília ao governo de Pernambuco foi rifada e a vontade das bases foi suprimida para dar lugar aos interesses de figuras mais direitistas do PT no estado com Humberto Costa e seus capachos, dentre eles Oscar Barreto e João da Costa que entregaram o PT ao PSB golpista.

Fica evidente que estas figuras que sempre foram contrárias à candidatura do PT em Pernambuco por defenderem a frente ampla com o PSB, estão usando este argumento do não uso dos símbolos e cores petistas tão somente para poderem atacar a candidatura de Marília pela “esquerda”. Com isto tentam disfarçar que eles são os verdadeiros oportunistas que se venderam ao PSB por cargos e prestígio político e enquanto dizem que Marília por não usar a estrela esconde o PT são eles que com a frente ampla se submetem a vontade dos golpistas e escondem de fato luta política da esquerda. Ou seja, estes elementos do PT estão acusando Arraes de fazer exatamente o que eles próprios fazem.

Vale lembrar que este mesmo setor do PT também veio à público para atacar Marília Arraes há algumas semanas pela candidata ter dito que buscaria recursos para a cidade do Recife no governo Federal, com Bolsonaro. Foi o suficiente para a ala mais direitista do PT que defende abertamente alianças com as figuras e partidos mais repugnantes através da frente ampla com a direita e os golpistas e que passaram meses calando e proibindo o “Fora Bolsonaro” nas bases do PT passassem a dar aula sobre luta contra o golpe para acusar Marilia de querer fazer aliança com Bolsonaro. O próprio presidente do PT no Recife, Cirilo Mota, outro funcionário de Humberto Costa, veio repudiar a então pré-candidata.

Marília Arraes, como membro de um partido com profundas contradições como o PT, possui uma política também por vezes contraditória, mas o que se vê não é uma crítica verdadeira a possíveis erros ou contradições para ajudar na construção do partido, mas ataques de uma ala que é contrária à base do PT e contrária ao próprio PT uma vez que tenta submeter o partido a seus próprios interesses. Por outro lado, Marília é de longe uma das principais figuras da ala esquerda do Partido dos Trabalhadores no estado, atuando em pautas cruciais como a luta contra o golpe, pela liberdade de Lula e pelo Fora Bolsonaro quando a ala direita tentava impedir estes movimentos nas bases.

Como disse uma apoiadora de Marília nas redes sociais, “tem gente achando que está defendendo nossa estrela, mas está é defendendo a pomba, sem perceber”. De fato, a crítica da ala direita não passa da mais pura hipocrisia: o grande objetivo é tentar afundar a candidatura do próprio partido no primeiro turno para forçar Marília Arraes a apoiar a candidatura do PSB em uma disputa com o DEM. Trata-se da famigerada política de chantagens e rasteiras da “frente ampla”.

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