Marcados para morrer
Em meio à pandemia, os presídios representam um potencial risco a vida dos presos que estão sujeitos a condições extremamente precárias para lutarem por suas vidas.
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Papuda2
Foto: RAFAELA FELICCIANO/METRÓPOLES |

O Brasil caminha a passos largos para disputar o topo dos países com maior número de infectados por COVID-19, mesmo com grande defasagem nas notificações, já registra quase 10 mil mortes, anúncio de um verdadeiro genocídio. Os presídios, que são verdadeiros campos de concentração nazista, representam um risco enorme à vida das pessoas enjauladas ao montes em celas superlotadas. Os governadores golpistas assim como Bolsonaro não demonstram qualquer preocupação com a vida destas pessoas, escancaram a política de extermínio dos presidiários.

Esta semana viralizou um áudio desesperado de Auritinha Nunes da Silva de 46 anos, filha de Floriano Ribeiro de 75 anos, que dentre as diversas debilidades de saúde como hipertensão, recém recuperado de uma pneumonia e imunidade baixa devido uma gripe, foi infectado pelo novo vírus corona.

 

O Complexo Penitenciário da Papuda (DF), onde Floriano está, é o presídio com maior número de infectados no país chegando próximo de 1.000 pessoas. A filha, em entrevista ao Metrópolis DF, disse:

“A nossa preocupação é porque conhecemos a real situação do presídio. É precária. Da última vez que tivemos contato, em uma ligação que durou exatamente um minuto e meio, meu pai já estava com sintomas de gripe. Ele nos pediu para enviar paracetamol, mas o presídio não aceitou o medicamento. Também sempre reclamava de dores no peito. Já procuramos os direitos humanos e a Justiça, sabemos que até medicação que eles fornecem é vencida. Meu pai precisa sair de lá”.

É importante destacar que não há preocupação alguma com as pessoas que estão nos presídios mesmo em casos como de Floriano, que apresenta uma série de problemas de saúde e, portanto, caracterizando uma potencial vítima da pandemia. Os presos estão sendo condenados a morte por esses governos, não há qualquer medida para amenizar as consequências da crise. Muitos presos estão sem visitas em total abandono, os jumbos com comida e remédios não estão chegando. O desespero é tão grande que chegam a escrever cartas se despedindo dos familiares. Por outro lado, começa a luta pela sobrevivência na forma de motins dentro das unidades e protestos fora pelas famílias.

O Partido da Causa Operária sempre defendeu a libertação dos presos provisórios e denunciou as condições inapropriadas as quais os presidiários são submetidos. É preciso que as organizações da esquerda, dos movimentos populares e dos negros se levantem para luta em defesa da vida dos presos de todos país, que estão marcados para morrer sob a política genocida dos golpistas. É preciso mais do nunca lutar pelo “Fora Bolsonaro e todos os Golpistas já!” bem como da luta pela liberdade para todos presos provisórios, dos não perigosos; revisão e anulação de todos os processos e das penas.

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