Eleições no Equador
Andrés Arauz, candidato de Rafael Correa, a presidência do Equador nas eleições do próximo final de semana, corre o risco de ser impedido de participar
Andrés Arauz
Andrés Arauz, candidato Correista a presidência do Equador | Foto: Jose Jacome/EPA-EFE
Andrés Arauz
Andrés Arauz, candidato Correista a presidência do Equador | Foto: Jose Jacome/EPA-EFE

As eleições no Equador estão marcadas para o próximo dia 7. No entanto, o principal candidato popular com mais intenções de voto apontado nas pesquisas eleitorais com 39%, Andrés Arauz, representante da coligação União Pela Esperança, candidato indicado por Rafael Correa, ex-presidente do Equador, corre o risco de não participar da eleição por conta de uma denuncia fraudulenta que o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) recebeu contra ele no último dia 30 de janeiro.

A acusação se refere à suposta entrega de testes contra o coronavírus a eleitores em atos de campanha, o que seria considerado como “tentativa de compra de votos”. O economista Arauz de 45 anos, precisaria de 40% dos votos válidos e 10 pontos de diferença em relação ao segundo candidato para vencer seu oponente o banqueiro Guillermo Lasso, que tem entre 24% e 21% das intenções de votos, dependendo da pesquisa. Ou seja, o correista tem chances muito boas de ser o próximo presidente do Equador ainda em primeiro turno.

O que fica claro é que direita e todo seu aparato burocrático não vacila diante das eleições, que só são realizadas quando está sob controle da burguesia ou quando não temem o candidato apoiado pela esquerda. Rafael Correa o político mais popular do Equador, nesse momento está exilado na Bélgica teve seu partido colocado na ilegalidade e foi condenado a 6 anos de prisão política para impedir sua reeleição. Correa se lançou no ano passado como vice Arauz as próximas eleições, rapidamente a burguesia equatoriana expediu um mandato de prisão contra Correa, o tribunal da Corte Nacional de Justiça (CNJ), o mesmo que julgou em primeira instância o caso Subornos (2012-2016), ordenou a sua localização e captura.

No mês de setembro de 2019, o CNE, TSE do Equador, manipulou as instituições eleitorais para não reconhecer a candidatura de Rafael Correa à vice-presidência. Mesmo Correa, ex-presidente, tendo cumprido todos os requisitos exigidos pela entidade. Logicamente não se trata de uma luta política democrática eleitoral, e sim da continuação do golpe de Estado no País. Correa Enviou o formulário de aceitação assinado eletronicamente para sua inscrição. Essa, que atendia os três três requisitos exigidos pela CNE: aceitação expressa, não delegável e altamente pessoal. Além disso, para completar o processo, o binômio apresentou uma procuração na qual o ex-presidente autoriza seu familiar a aceitar a candidatura e carimbar a assinatura eletrônica como prova. Sua irmã e representante legal Pierina Correa, inclusive, em conjunto com o companheiro de chapa, Andrés Arauz, compareceram à sede da CNE neste dia para cumprir as disposições.

A situação que passa agora Andrés Arauz e seu novo vice o jornalista Carlos Rabascall, mostra que a política de evitar um enfrentamento com a direita (não lutando pela candidatura natural de Rafael Correa) não serviu para aplacar a fúria reacionária da direita que agora persegue a candidatura de Arauz. Em meio a golpes de estados, a direita golpista e suas instituições já não admitem nenhum arremedo de democracia popular, ao contrário aprofunda suas características ditatoriais e antidemocráticas. A correlação de forças da política internacional, especialmente da América Latina, retratam precisamente o problema das direções da política no Brasil.

Evidentemente, o imperialismo não pretende dar espaço para nenhuma possibilidade aos seus opositores. Mesmo buscando um acordo com os golpistas, seguindo o exemplo de Cristina Kirchner na Argentina, a capitulação de Rafael Correa demonstrou, mais uma vez, que não adianta buscar uma aliança com o regime. Enquanto isso, fecha-se o cerco do imperialismo aos governos da América Latina neste momento é no Equador amanhã, ontem na Bolívia, e amanhã no Brasil e assim vai golpe atrás de golpe, para sustentar e garantir os lucros dos capitalistas em todo o mundo.

Já apontando que único caminho para garantir através das eleições um presidente popular, é extremamente necessário a mobilização, a população deve sair as ruas e reivindicar seu representante independente das forças burocráticas da burguesia que tentam a todo custo impedir candidatos ligados ao povo de chegar ao poder, que afim de levar seu projeto neoliberal e destruir o país brasileiro fazem o possível e impossível. Visto que armou todo um circo fraudulento para impedir o ex-presidente Lula de concorrer as eleições de 2018.

Há certos setores direitistas da esquerda que querem abrir mão da luta pela candidatura de Lula para as próximas eleições. É preciso deixar claro que único candidato capaz de por abaixo todo o regime golpista e com real intenções de votos capaz de derrotar a direita no país é somente o Lula. Sem contar, que isso é um direito do ex-presidente, e que sua prisão ilegal e arbitraria se mostra cada dia mais uma farsa orquestrada pela direita e pelo que há de pior no imperialismo mundial principalmente o norte-americano. Lula é candidato das massas populares no país.

Não lutar pela candidatura do Lula em 2022, não somente é um absurdo, como também coloca ainda mais nas mãos da direita o controle total das já manipuladas e fraudadas eleições brasileiras. É importante deixar claro, que a direita levando a reboque setores da esquerda pequeno burguesa, através de uma frente ampla, trabalha abertamente para emplacar nas próximas eleições presidenciais no país, alguém da própria direita isolando completamente o PT e candidato mais popular do Brasil.

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