Direita tenta canalizar greve dos caminhoneiros para o golpe, a classe operária e suas organizações precisam intervir na crise

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No final da tarde desta quinta-feira, dia 24, o Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais anunciou que estaria decretando uma paralisação da categoria, se antecipando à greve geral dos petroleiros convocada para o dia 12 de junho.

A direção do sindicato anunciou que se trata de uma medida de apoio às justas reivindicações dos caminhoneiros em greve, acrescentando a defesa da redução do preço do gás de cozinha e a necessidade da mudança da política do governo golpista de destruição da Petrobrás.

Os golpistas estão entregando o petróleo brasileiro em benefício das empresas petrolíferas estrangeiras e dos especuladores financeiros que detém mais de 70% das ações da empresa “estatal” brasileira e impuseram a política de aumentos diários, que já elevaram os preços dos combustíveis em mais de 68% em apenas dois anos após o golpe de estado que derrubou a presidenta Dilma Rousseff. Destaque-se quem em 14 anos de governos Lula e Dilma, os combustíveis foram reajustados em menos de 30%.

A FUP – Federação Única dos Petroleiros – vêm denunciando também que os golpistas e defensores da privatização total da Petrobrás reduziram o nível de refino do petróleo no País, para impulsionar a importação de seus derivados de outros países, principalmente dos EUA, gerando altos lucros para as empresas norte-americanas que ajudaram a patrocinar o golpe e onerando o povo brasileiro e, em particular, trabalhadores de setores mais diretamente afetados pelo aumento dos preços dos combustíveis, como é o caso dos caminhoneiros.

O regime golpista impulsiona o caos, a destruição da economia nacional, a entrega das riquezas nacionais para o imperialismo e um ataque brutal às condições de vida da imensa maioria do povo.

O governo Temer e a direita golpista não têm alternativa para essa situação que não seja tentar ludibriar os trabalhadores e transferir custos de um setor para outro.

Além dos lucros dos capitalistas, o preço dos combustíveis tem embutido cerca de 47% de impostos. Dos bilhões arrecadados da população, quase 50% vão parar nos cofres dos banqueiros a pretexto de pagamento de juros e serviços de uma dívida fraudulenta.

A reoneração das folhas de pagamentos de 28 setores capitalistas, proposta para sustentar a redução de impostos sobre os combustíveis equivale ao salário de 400 mil trabalhadores. Os capitalistas vão transferir tais custos para os trabalhadores, com mais demissões, aumento de preços etc. O governo quer aprofundar sua política de cortes nos gastos sociais. Para o regime golpista a única saída é que os trabalhadores paguem a conta.

Um setor da direita tenta tirar proveito da situação para defender e impor uma maior repressão contra os trabalhadores, a começar pela repressão contra os próprios caminhoneiros, e para fazer campanha a favor da intervenção militar, ou seja, de que os militares golpistas que apoiaram e apóiam a política reacionária e pró-imperialista levada adiante pela direção da Petrobrás e pelo governo Temer, assumam diretamente o controle da situação, visivelmente descontrolada. Isso quando a direita tem visíveis dificuldades para apresentar até mesmo um candidato que tenha o mínimo de apoio para as eleições fraudulentas que eles pretendem realizar, sem a participação do candidato que detém o maior apoio popular e que é mantido como preso político pelo regime golpista.

Fica evidente, inclusive para amplas parcelas da população, que o golpe é o caos.

Frente a esta situação, a classe operária e demais setores explorados precisam intervir firmemente na situação política. Além de denunciar a propaganda golpista é preciso mobilizar, ganhar as ruas, tomar a iniciativa na luta contra o golpe e em defesa das reivindicações dos trabalhadores.

É preciso unificar essa luta com a luta contra o golpe, mostrar que o problema central é a permanência de um regime de submissão ao grande capital estrangeiro e “nacional”.

Nesse sentido tem enorme importância a decisão do Partido dos Trabalhadores de convocar a militância para colocar nas ruas a campanha de Lula à presidência da República, começando pelo lançamento de sua pré-candidatura no próximo dia 27, domingo. Iniciativa apoiada pelo Partido da Causa Operária (PCO) que apóia a candidatura de Lula contra o golpe e vai participar dessa atividade em diversas regiões do País.

Por meio da paralisação dos petroleiros, da realização de atos e mobilizações em todo o País, convocação de plenárias da CUT, sindicatos, Frente Brasil Popular (FBP), organizações populares e fortalecimento dos comitês de luta contar o golpe é preciso reforçar a intervenção, a mobilização dos explorados e e de suas organizações diante da crise e da ofensiva da direita. Realizar ações concretas como colagens de cartazes, panfletagens etc.

Esta é a tarefa do momento. Intervir com ações concretas para conquistar a liberdade de Lula e derrotar o golpe de estado.