Futebol brasileiro sob ataque
A campanha da direita pela transformação dos clubes de futebol brasileiros em clubes-empresa deve ser repudiada pelas torcidas
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Campeonato Brasileiro de Futebol Série A - Botafogo F.R. x Fluminense F.C.
Torcida botafoguense entra como um fator importante na negociata | Foto: Alexandre Brum/AllSports/Fotos Públicas.

A diretoria do Botafogo, tradicional clube de futebol carioca, anunciou nessa semana que os prazos para concluir seu projeto de transformação em clube-empresa. A empreitada, que separa o futebol das demais áreas do clube, empacou temporariamente devido ao aprofundamento da crise econômica. Em comunicado, a diretoria do clube citou até “incertezas quanto às eleições nos Estados Unidos” como um fator de deterioração das condições do mercado.

O avanço do capital nos clubes brasileiros começou sorrateiramente, em clubes de menor expressão, e agora avança cada vez mais em direção aos grandes. Agora, até o Botafogo, berço de craques históricos do futebol brasileiro como Nilton Santos, Garrincha e Jairzinho, entrou na mira dos abutres capitalistas do esporte.

Um dos mais tradicionais clubes brasileiros, o Botafogo já contou ícones do esporte como Didi (chamado pela imprensa europeia de “Mr. Football” – Sr. Futebol), o “canhotinha de ouro” Gerson, o capitão do tri na Copa de 70 Carlos Alberto Torres e Amarildo, entre muitos outros grandes jogadores. Clubes desse porte têm gerações de torcedores, uma longa história de identificação.

Vale lembrar que na atual fase do capitalismo, o imperialismo, quem dá as cartas no topo do sistema econômico são os capitalistas dos grandes monopólios internacionais. Verdadeiros parasitas econômicos, o que contrasta com a imagem ainda propagandeada do dinamismo capitalista, uma antiga característica desse sistema econômico, que morreu junto com o século XIX.

Nesse contexto, esse capital especulativo e parasitário entra em diferentes mercados buscando se apoderar apenas do “filé”, ou seja, investimentos que apresentem retorno econômico grande, rápido e garantido. Por isso não criam clubes, nem escolhem investir nos pequenos. Esse caminho, além de mais demorado, envolve diversas etapas como o envolvimento dos clubes com setores populares, trabalho de base e até a criação de uma identidade, por exemplo.

A publicação do comunicado explicando os motivos do adiamento do projeto de entrega do Botafogo aos capitalistas deixa claro que esse objetivo segue vivo e não vai parar na “Estrela Solitária”.

É preciso repudiar todas as iniciativas de apoderamento dos clubes brasileiros, em especial pelo capital estrangeiro. Temos exemplos recentes que valem como sinais de alerta, como a desfiguração do escudo e das cores tradicionais do Bragantino, que foi adaptado ao “padrão Red Bull”. Outro exemplo é a experiência recente do Figueirense, outro tradicional clube brasileiro, que mostrou claramente o quanto esse tipo de aventura pode ser custoso para os clubes e suas torcidas.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas