Mais um golpe a vista?
Mesmo buscando atender aos interesses dos capitalistas, a política minimamente nacionalista do presidente mexicano é um empecilho à rapinagem imperialista no país.
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Presidente López Obrador visitou Trump em meio à pandemia para celebrar o T-MEC. | Foto: Shealah Craighead (Official White House Photo)/Fotos Públicas

Avança a campanha golpista no México, que já vem sendo desenvolvida desde a eleição de Manuel López Obrador. Apesar de ser uma figura ultramoderada da esquerda, o presidente mexicano não é um mero títere do imperialismo e chegou inclusive a denunciar o recente golpe de estado ocorrido na Bolívia.

Várias manifestações contra o presidente mexicano vêm sendo impulsionadas pelas forças direitistas e uma das maiores ocorreu neste sábado na capital, Cidade do México. A grande repercussão dessas manifestações na mídia burguesa faz parte da campanha golpista.

A série de manobras golpistas na América Latina, que em cada país assumiu forma própria, emplacou figuras diretamente controladas pelo imperialismo, como Jair Bolsonaro, Iván Duque, Lacalle Pou, Lenin Moreno, Sebastián Piñera, etc.

Cabe lembrar que essa série de golpes foi desencadeada após o novo marco da crise histórica do capitalismo, a crise financeira de 2008. Sem perspectivas para apresentar soluções “democráticas” à deterioração do sistema econômico, avança a estruturação de regimes políticos mais subordinados ao centro do sistema e o crescimento da extrema-direita em nível mundial.

O caso mexicano é mais um alerta para os ultramoderados que acreditam que a situação política poderá ser resolvida nas urnas. O fato de que o imperialismo está derrubando governos minimamente independentes mostra o nível da crise em que se encontra e o nível do ataque econômico que será imposto à população mundial para salvar os monopólios capitalistas.

Longe de enfrentar abertamente o assédio imperialista, há poucos meses Obrador fez sua primeira viagem internacional como presidente justamente para se encontrar com Donald Trump. Na pauta não constaram temas que afligem diretamente a população mexicana mais pobre, como a crescente deportação mexicanos que vivem há anos nos EUA ou o cancelamento de vistos de trabalho de mexicanos no país mais rico do mundo. Ao invés disso, Obrador foi aos EUA para celebrar o T-MEC (Tratado entre México, EUA e Canadá), tratado de livre comércio que veio a substituir o NAFTA.

Além de cláusulas sobre comércio eletrônico, propriedade intelectual e mecanismos de solução de conflitos (entre investidores, é claro), o tratado tem como destaque modificações nas regras de origem da indústria automotiva. É óbvio que uma proposta de livre-comércio que parte do país mais poderoso do imperialismo mundial não será benéfico aos outros países, em especial ao México. No entanto, Obrador deposita suas esperanças na potencial atração de investimentos estrangeiros.

Com tudo isso, a intensificação da campanha pela sua derrubada comprova que de nada vale capitular diante da pressão imperialista. Evo Morales fez isso repetidamente durante a campanha golpista na Bolívia e caiu mesmo assim.

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